Campina Grande,
03/09/2003
Militantes hindus atacam escola bíblica na Índia
Cerca de 250 hindus atacaram uma escola bíblica
Na noite de 31 de julho, estudantes e professores de uma escola bíblica de Dabwali, Estado de Haryana, na Índia, estavam em oração quando foram atacadas por cerca de 250 pessoas. Um político local do Partido Bharatiya Janata e ex-membro da Assembléia Legislativa liderou o grupo, na maior parte composto por membros da organização militante Vishwa Hindu Parishad (VHP).
Os agressores gritavam slogans anti-cristãos e acusavam o corpo de 25 membros estudantes de converter pessoas da região. Eles também se opunham à apresentação de um filme mostrando a ressurreição de Jesus Cristo.
A multidão queimou Bíblias e literatura cristã, vandalizou a escola e quebrou a mobília. Espancaram os estudantes, incluindo cinco mulheres. Uma garota chamada Santosh conseguiu telefonar para a polícia, mas a multidão desapareceu antes que os oficiais chegassem ao local.
Quando a polícia chegou de fato, os oficiais ameaçaram os alunos e os advertiram das conseqüências se a escola bíblica continuasse funcionando na cidade. Santosh mostrou à polícia as escoriações em suas pernas em conseqüência dos espancamentos, mas eles se recusaram a tomar providências contra os atacantes.
A polícia recusou-se também a fazer o Boletim de Ocorrência, uma exigência obrigatória para registrar casos como esse. Ao contrário, seis estudantes da escola bíblica foram detidos e depois liberados após intervenção dos líderes cristãos locais.
Haryana é um dos estados do norte da Índia que faz fronteira com Punjab, Déli, Rajastão e Uttar Pradesh.
Os cristãos representam 0,08% da população total de 21 milhões de habitantes de Haryana, considerado o estado indiano mais indiferente ao evangelho. A maioria dos cristãos de lá adoram em igrejas independentes e emergentes, que sofrem o ímpeto da perseguição.
O Rev. R.E. Howell operava a escola bíblica de Dabwali por pouco mais de um ano. Inicialmente baseado em Firozpur, no Punjab, Howell percebeu a necessidade de treinamento bíblico em Dabwali durante uma visita à região em março de 2002.
De acordo com Howell, a escola bíblica desfrutava até agora de boas relações com a comunidade local. Howell estava fora de Dabwali no dia do ataque.
Na verdade, a imprensa local publicou detalhes falsos sobre o incidente e espalhou informações errôneas contra os cristãos. O político que liderou o ataque nega ter participado e alega que a multidão não queimou nem uma Bíblia. Ele alega também que os alunos da escola bíblica são uma ameaça à comunidade.
Enquanto isso, o Rev. Howell tem recebido ameaças de morte. No que se refere à segurança dos alunos, ele providenciou para que as alunas voltassem para Firozpur. Os alunos e professores pedem orações pela situação em Dabwali, já que ela continua tensa.
Fonte: www.portasabertas.org.br
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