|
Em março de 2004, os noticiários deram
destaque para a cidade de São Francisco, nos EUA, onde o prefeito,
contrariando a Constituição e as leis daquele país, atendeu às pressões dos
militantes gays e permitiu que os praticantes do homossexualismo "se
casassem" no civil. O sistema legal americano só reconhece o casamento entre
um homem e uma mulher, porém a ideologia gay é radical: toda norma que não
atende aos interesses homossexuais deve ser anulada ou simplesmente
desprezada. E essa ideologia anarquista se espalhou para várias cidades
americanas, levando o Presidente George Bush a se pronunciar a favor de uma
emenda na Constituição para proteger o casamento tradicional contra esse
tipo de ataque e abuso, principalmente porque os juízes locais nada fizeram
para impedir o desrespeito do prefeito de São Francisco. Os xiitas gays
estão mostrando que eles farão tudo para ter o que querem.
Se os cidadãos comuns tentarem de alguma forma
quebrar a lei, eles sofrerão as devidas conseqüências sociais. Crimes contra
a ordem pública normalmente resultam em medidas sérias, inclusive prisão.
Mas o movimento gay se tornou tão influente e opressivo que sua arrogante
violação das normas da sociedade não tem encontrado resistência ou
impedimento dos juízes e outras autoridades liberais, porém tratamento
preferencial. Embora qualquer cidadão que tente violar as leis seja tratado
com justiça, esse tratamento é aplicado quando o fato envolve militantes
gays? Não parece que o homossexualismo agora os coloca, socialmente, na
categoria de cidadãos isentos da intervenção da justiça? Com tanta liberdade
e favorecimentos dos meios de comunicação liberais, não é a toa que os
militantes homossexuais estejam se sentindo a vontade para infringir as leis
que todo cidadão deve cumprir.
Contudo, as ações anti-sociais dos ativistas gays
não se restringem apenas ao seu desprezo para com as normas sociais. Eles
também desejam impor sobre a sociedade leis favoráveis ao homossexualismo e
utilizar as instituições públicas para oprimir todos os cidadãos que não
aceitam a imoralidade dos atos homossexuais. Um dos exemplos do que acontece
quando as reivindicações dos xiitas gays são atendidas é São Francisco, a
cidade americana mais atingida pelo autoritarismo GLS.
Nessa cidade, a ordem dos advogados proibiu os
juizes e seus familiares de se associar à organização de escoteiros, só
porque em suas medidas positivas para proteger as crianças de predadores
sexuais essa organização não permite que homens homossexuais trabalhem com
meninos. Em 1998, a prefeitura de São Francisco aprovou uma resolução para
impedir os meios de comunicação locais de aceitar anúncios de grupos
evangélicos que mostravam o testemunho de homens e mulheres que haviam sido
libertos das práticas homossexuais. Uma autoridade municipal chegou, em seu
radicalismo pró-homossexualismo e preconceito antievangélico, a culpar
publicamente esses grupos pelo assassinato de Mathew Shepherd, um
homossexual adulto que entrou num bar e fez uma proposta e gestos obscenos
para dois homens.
Apesar da propaganda da mídia liberal que tenta
fazer de Shepherd uma vítima santa e inocente, colocando-o como exemplo e
mártir das conseqüências do "preconceito" da sociedade, dos evangélicos e da
Bíblia contra o homossexualismo, ele foi morto não simplesmente por ser gay,
mas por sua conduta indecente e assédio homossexual. A busca de experiências
e parceiros sexuais em bares traz consigo riscos e perigos para todos os
que, sejam homossexuais ou não, escolhem freqüentar esse tipo de ambiente.
Embora o assédio sexual seja proibido contra as mulheres, não há nenhuma lei
para proteger os homens contra a importunação sexual de outros homens. É
claro que tal falta de proteção não justifica que os homens matem os
homossexuais que os assediam.
De maneira semelhante, a reação violenta dos
homens assediados não desculpa as acusações dos xiitas gays, que transformam
esses tipos de acontecimentos em carta branca para atirar, em todos os que
se opõem ao homossexualismo, a culpa pelo assassinato de homossexuais, como
se a oposição cristã à imoralidade da conduta gay fosse causadora ou
responsável por atos de violência contra os praticantes do homossexualismo.
Na verdade, todo estilo de vida anti-social (prostituição homossexual ou
feminina, etc.) tem ligação natural com situações de violência. Contudo, não
se sabe o motivo por que a imprensa escolhe dar destaque e cobertura
favorável para episódios de assediadores homossexuais agredidos, quando há
tantas vítimas inocentes que merecem muito mais atenção. Em todos os
assuntos envolvendo o homossexualismo, nos noticiários o tratamento
preferencial é invariavelmente dado não para os milhares de crianças e
adolescentes vítimas de estupro, violência e assassinato cometidos por
predadores homossexuais, mas para homens homossexuais que sofrem as
conseqüências de sua escolha de viver no perigoso mundo da devassidão gay.
Os xiitas gays do Brasil, imitando o oportunismo
dos extremistas homossexuais dos EUA, também têm o hábito de se utilizar
exageradamente do assassinato de prostitutos gays (que têm um comportamento
conhecido pelo assédio e obscenidade) como exemplo do que acontece quando "a
sociedade permite oposição ao homossexualismo". Esses casos exagerados são
explorados ao máximo para a reivindicação de leis de proteção especial às
práticas sexuais dos gays. Essa exploração generaliza a culpa da violência
contra os gays em todos os que não aceitam o homossexualismo, iguala os
evangélicos com todos os que os matam e coloca os praticantes do
homossexualismo na condição de vítimas inocentes, criando assim uma
atmosfera de apoio compassivo às reivindicações da militância gay. Com tal
propaganda astuta, é de estranhar que o homossexualismo esteja ganhando
tanta proteção e simpatia em muitos lugares?
O que vem ocorrendo em São Francisco mostra que a
meta dos militantes gays não é só obter tolerância para com seu estilo de
vida, mas utilizar as leis de "orientação sexual", "gênero", "antidiscriminação"
e "antipreconceito" para esmagar os direitos da maioria da população, que
não aceita a imoralidade dos atos homossexuais. Em plebiscito, toda a
população da Califórnia, estado em que fica São Francisco, já tinha votado
contra o casamento gay e outros direitos especiais para as práticas
homossexuais. Mas o que importa a lei para os ativistas gays? Contrariando a
Constituição e as leis de seu país, eles foram ousadamente em frente e se
"casaram" no civil.
Outros países estão também enfrentando sérios
problemas por causa da introdução de favorecimentos ao comportamento
homossexual nas chamadas leis "antidiscriminação", "antipreconceito", etc.
No Canadá, a lei proíbe críticas e até mesmo citações da Bíblia contra o
homossexualismo em programas de TV, rádio e jornais. Um jornal de
Saskatchewan e um cidadão foram multados em 2001 por publicarem um anúncio
contendo versículos da Bíblia sobre o homossexualismo. Em novembro de 2003,
a polícia de Ontário visitou o lar de um líder evangélico e o colocou sob
investigação por crime de ódio e preconceito, só porque alguns homossexuais
não gostaram do modo como ele defendeu o casamento natural entre homem e
mulher em sua página na Internet.
Em Londres, na Inglaterra, a polícia iniciou, em
novembro de 2003, uma investigação contra o bispo anglicano Peter Forster
por crime de preconceito, discriminação e ódio, porque ele havia dito em
entrevista a um jornal: "Algumas pessoas que são principalmente homossexuais
podem se reorientar". A investigação foi iniciada por solicitação de
ativistas gays queixosos.
Em outubro de 2001, Harry Hammond, um pastor
inglês, foi surrado por uma gangue de homossexuais por carregar um cartaz
incentivando os homossexuais a se arrepender. Ele, não os agressores
homossexuais, foi condenado por incitamento à violência e perturbação da
ordem pública. Ele foi multado em 550 dólares e obrigado a pagar 725 dólares
em despesas legais. Os homossexuais que o agrediram fisicamente não
receberam nenhum tipo de condenação.
Na Suécia, desde 2003 as leis contra o
preconceito e discriminação proíbem críticas ao comportamento gay. No final
de 2003, o Pr. Ake Green foi preso numa igreja em Kalmar e acusado de
"expressão de discriminação e ódio contra os homossexuais" por causa de uma
pregação sobre o homossexualismo. De acordo com o jornal da igreja, Kyrkans
Tidning, as autoridades justificaram assim a prisão do pastor: "Pode-se ter
qualquer religião que se quiser, mas esse foi um ataque contra todos os
homossexuais. Fazer citações da Bíblia sobre esse assunto do jeito que ele (Pr.
Green) fez torna sua pregação uma expressão de ódio [e preconceito]".
Na nova ordem social que os ativistas
homossexuais querem estabelecer, tolerância significa que todos devem
aceitar passivamente as vontades, preconceitos, discriminação e expressões
de ódio dos xiitas gays contra os princípios morais e bíblicos. Sua
disposição de demonstrar tolerância aplica-se de maneira exclusiva aos que
aceitam o homossexualismo.
No entanto, não é só a população normal que sofre
a intolerância do autoritarismo GLS. Até mesmo os homossexuais comuns, que
não se preocupam nem querem se envolver com a militância gay, são forçados a
fazer as vontades dos líderes gays e participar de eventos em que os
militantes exigem mais direitos especiais para o homossexualismo. Um
homossexual brasileiro fez as seguintes queixas:
1. Toda bicha-militante (pelo menos as que eu
conheci) quase que te obriga a fazer parte das passeatas, manifestações,
correntes e tudo mais, sem ao menos saber se você realmente está interessado
naquele momento a tomar partido de alguma coisa.
2. Depois, se você se recusa a participar desses
assuntos, mesmo que educadamente, fazem todo um discurso pesadíssimo que te
faz ficar com a consciência pesadíssima, fazendo você se sentir uma pessoa
fútil.
3. A militância está sempre alerta a qualquer
mínima coisa que passa na TV, criticando até o que é bom se apegando a
pequenos detalhes.
4. Os militantes têm uma sede insaciável por algo
por quê gritar. Parecem nunca estar satisfeitos. Tudo precisa ter
necessariamente um cunho político, bandeiras do arco-íris e um discurso
cheio de baba pulando.
Em meu livro O Movimento Homossexual (Editora
Betânia), alertei que se não procurássemos ajudar os homossexuais comuns, os
xiitas gays trabalhariam para recrutá-los e prepará-los para assumir um
papel na militância ativa em favor da aceitação do homossexualismo nas leis,
costumes, cultura e religião. A intolerância dos militantes gays também tem
como alvo os homossexuais necessitados e os grupos que querem ajudá-los a
sair do estilo de vida gay. Por que tal intolerância? Porque a simples
existência de homossexuais pedindo ajuda e grupos para socorrê-los é um duro
lembrete de que a homossexualidade não é normal nem natural. O ativismo gay
se esforça de todas as formas possíveis para censurar toda evidência visível
da anormalidade das práticas gays e impedir o homossexual comum de conhecer
e recorrer aos grupos de ajuda, além de tentar impedir que esses grupos se
aproximem de homossexuais necessitados. Por isso, é preciso entender que as
ações opressoras dos militantes gays representam risco e ameaça não só para
toda a sociedade, mas também para todos os homossexuais que estão em busca
de assistência. Justin Raimondo, que é homossexual, desabafou:
Os ativistas homossexuais do passado pediam ao
governo que os deixasse em paz. Mas hoje, à medida que a tolerância social
para com o homossexualismo cresce, os ativistas homossexuais recorrem cada
vez mais ao governo a fim de impor seus planos sobre a sociedade. Isso é uma
grande ironia - e uma possível causa de problemas para os homossexuais e
convulsão na sociedade?
Um movimento político baseado na orientação
sexual é uma aberração grotesca. Numa sociedade livre não existem direitos
homossexuais, apenas direitos individuais.
Os homossexuais devem rejeitar a idéia absurda de
que eles são oprimidos pelo "heterossexualismo". Não se pode fugir da
biologia humana, por mais que tal projeto possa seduzir acadêmicos alienados
que imaginam que a sexualidade humana é uma "invenção social" que se pode
mudar à vontade. Homossexuais são e serão sempre uma raridade, uma pequena
minoria necessariamente separada da família tradicional. O "preconceito"
heterossexual das instituições sociais não é algo que um governo opressivo
precise impor sobre uma sociedade sem vontade [de aceitar a normalidade
heterossexual], mas uma inclinação que surge de forma bastante natural e
inevitável. Se isso é "homofobia", então a natureza é preconceituosa. Se os
homossexuais utilizam o poder do governo para corrigir essa "injustiça"
histórica, eles estão se envolvendo em hostilizações que, com justiça, serão
consideradas uma ameaça à primazia da família tradicional.
A idéia de que os homossexuais, principalmente os
homens, sejam um grupo de vítimas é tão contrária à realidade que já não é
mais possível sustentá-la. Nos campos econômico, político e cultural, os
homossexuais exercem uma influência proporcionalmente maior ao seu número,
em face da totalidade da população.
Encoberta pela propaganda dos últimos vinte anos
que pinta os homossexuais como vítimas, essa imagem do poder homossexual
secreto se une para produzir um personagem particularmente antipático: uma
criatura privilegiada que não pára de choramingar e reclamar de suas
dificuldades.
Na condição de unidade especializada de um
exército dedicado a impor a pluralidade cultural socialista goela abaixo do
povo, os grupos homossexuais de pressão política tiram vantagem dos piores
receios dos eleitores, [alegando que se a população não votar em candidatos
pró-homossexualismo, os "fanáticos" evangélicos acabarão governando o país].
Entretanto, nenhum grupo cristão importante jamais clamou por medidas legais
contra os homossexuais. [Os grupos evangélicos e católicos] somente se
envolvem em atividades políticas (supostamente "anti-homossexuais") de modo
defensivo, trabalhando para derrubar leis de "direitos gays" que atacam as
crenças mais preciosas desses grupos.
Os líderes do movimento gay estão brincando com
fogo. A grande tragédia é que não serão eles os únicos que sairão queimados.
A natureza imprevisível, instável e explosiva dos temas que eles vêm
levantando - temas que envolvem Cristianismo, família e as concepções mais
fundamentais do significado da vida humana - cria o risco de uma explosão
social pela qual eles devem ser responsabilizados. A ousadia da tentativa de
se introduzir um "currículo favorável ao homossexualismo" nas escolas
públicas, o posicionamento das vítimas militantes que não toleram nenhum
questionamento, a intolerância brutal que ocorre depois que [os ativistas
gays] passam a ter o domínio político de [cidades] como São Francisco - tudo
isso, somado ao fato de que o próprio exemplo dos direitos dos homossexuais
representa uma intolerável invasão da liberdade dos cidadãos, acabará
produzindo uma reação da maioria da sociedade.
Já é tempo de se questionar o mito de que o
movimento pelos direitos homossexuais fala por todos, ou mesmo pela maioria,
dos homossexuais. Isso não acontece. Leis que estabelecem "direitos
homossexuais" violam os princípios do autêntico liberalismo, e os
homossexuais deveriam levantar a voz contra essas leis - a fim de se
distanciarem dos excessos desse movimento militante destrutivo, a fim de
evitar danos na sociedade e a fim de corrigir alguns graves males já
criados. Esses males são o ataque político que os estrategistas da revolução
homossexual têm lançado contra a família heterossexual; o incansável deboche
anticristão que permeia a imprensa gay; e o ilimitado desprezo dos grupos
homossexuais por todas as tradições e "valores conservadores".
Um homossexual não pode, por exemplo, ser
comparado de forma alguma com um armênio. Não existe uma civilização
homossexual separada da civilização geral e, apesar de alegações
pseudocientíficas em contrário, não existe uma "raça gay" geneticamente
codificada. O que existe apenas é certo comportamento adotado por diferentes
indivíduos, cada um agindo de acordo com seus próprios motivos e
predisposições.
Quaisquer esforços para santificar essa conduta
ou para explicá-la como se não tivesse nenhum conteúdo moral não convencem.
Esperar aprovação ou sanção oficial para algo tão
pessoal quanto a própria sexualidade é um sinal de fraqueza de caráter. O
ato de pedir (não, exigir) descaradamente tal aprovação na forma de uma ação
ou lei do governo é algo de um mau gosto sem paralelos. É também a confissão
de uma falta de auto-estima tão devastadora, de um tal vazio interior, que
sua expressão pública se torna impossível de entender. A auto-estima não é
uma qualidade que se possa extrair dos outros, nem ser criada através de
leis.
A história do movimento gay revela que ideologia
e sexo se opõem totalmente. A política, disse Orwell, é um "sexo azedo", e a
palavra "azedo" com certeza descreve o modo como os fanáticos dos direitos
homossexuais vêem o mundo ao seu redor. Isso fica evidente só de olhar para
eles: melindrados a todo tempo por uma sociedade "heterossexualista"?
Portanto, a realidade está aí para todos os que
têm olhos para ver e querem realmente ver. Até mesmo os homossexuais
sinceros reconhecem que os ativistas gays, que lutam por mais direitos, são
criaturas privilegiadas que não param de choramingar e reclamar das
"dificuldades" que sofrem porque a sociedade não protege e favorece as
práticas homossexuais do jeito que eles querem. Por causa de seu estilo de
vida anormal, eles são criaturas cheias de problemas morais, de caráter,
auto-estima, etc., e querem impor suas frustrações, vícios, problemas e
autoritarismo sobre todos os homossexuais necessitados e, se permitirmos,
sobre toda a sociedade.
Copyright 2004 Julio
Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu
autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela
Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com
Este artigo foi elaborado com a ajuda das seguintes fontes:
http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=37410
http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=37561
http://www.taemag.com/issues/articleid.17160/article_detail.asp
http://brasil.indymedia.org/eo/red/2004/02/274040.shtml
|