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Todavia, o meu justo
viverá pela fé; e se retroceder, nele não me compraz a minha alma; nós,
porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem
para a conservação da alma - Hb 10:38-39.
O Encontro para a Consciência Cristã tem sido marcado
desde o princípio por grandes desafios para a sua realização. O seu
crescimento foi de maneira esplêndida, saindo de um público de
aproximadamente três mil pessoas na sua primeira edição numa área de
aproximadamente 400m² para quase 100 mil na sexta edição, num espaço de
cerca de 6.450m². Mas na mesma proporção cresceram também os custos, que
para esse ano estava orçado em R$ 118.290,94, que seriam levantados por
meios de patrocínios públicos, privados, ofertas das igrejas, sócios
mantenedores e ofertas tiradas durante o evento, como acontece todos os
anos.
Parecia que tudo iria correr conforme o planejado,
quando vieram as chuvas de janeiro, que foram bênçãos de Deus, afetando a
infra-estrutura do Estado e, em particular, da cidade. Houve um encontro
entre os coordenadores do evento e o governador Cássio Cunha Lima no final
de janeiro último. Naquela ocasião, ele falou das dificuldades e da
impossibilidade de destinar recursos para quaisquer evento, que ora se
avizinhavam, inclusive o carnaval e o Encontro Para a Consciência Cristã,
cujo representantes entenderam a sensibilidade do governador para com os
mais necessitados e assinaram embaixo a sua decisão, mesmo porque em anos
anteriores, ele sempre esteve ajudando o evento.
Posteriormente, os coordenadores procuraram a prefeita
da cidade, senhora Cozete Barbosa, mas não foi possível o contato. Isto só
veio acontecer após uma conversa com a chefe de gabinete, senhora Socorro
Ramalho, na presença de diversos pastores, quando foi lembrado o compromisso
da prefeita, assumido durante uma reunião no mês de dezembro, no Hotel
Village, ocasião em que vários pastores estavam presentes.
A prefeita garantiu o Parque do Povo bem como o apoio
financeiro para a realização do VI Encontro Para a Consciência Cristã, já a
partir do mês de janeiro.
A chefe de gabinete da prefeito comunicou aos
coordenadores do evento e diretores da Visão Nacional Para a Consciência
Cristã que a mandatária campinense estava impossibilitada de atender o
compromisso outrora assumido diante dos pastores e da VINACC, pois estava
tendo que socorrer os desabrigados das últimas chuvas.
Mas, a compreensão dos organizadores do VI Encontro
transformou-se em indignação, a partir do momento em que eles tomaram
conhecimento, através da Imprensa local, que a Prefeitura havia liberado
cerca de 150 mil reais para o Encontro Para a Nova Consciência (“Nova Era”)
e 40 mil reais para o Carnaval de Rua. Os organizadores do Encontro Para a
Consciência Cristã ficaram sem entender, porém perguntando: “o dinheiro não
era para os desabrigados das chuvas”? Na realidade, a prefeita perdeu o rumo
da questão, pois, como pessoa que viveu muitos anos nos movimentos
políticos, sabe muito bem que um executivo público governa pra todos e que
um governo deve prezar pela eqüidade, ou seja, sem previlegiar um em
detrimento do outro. Pelo menos é o que se espera de um governante.
Naturalmente, houve discriminação por parte da Prefeitura para com o maior
encontro deste gênero no Brasil e único grande evento interdenominacional
evangélico de nosso Estado.
Só que, faltando menos de 30 dias, os coordenadores
tiveram a difícil missão de decidir entre desistir do evento e jogar na
“lata” do lixo os cinco anos de trabalho, voltar para a AABB, e,
consequentemente, comprometer o futuro do evento, saindo do Parque do Povo,
algo que tanto lutaram; ou realizar o VI Encontro mesmo correndo o risco de
ficar inadimplentes, comprometendo assim a imagem do evento.
Mas, o “justo viverá pela fé e se retroceder, nele não
se compraz a minha alma”, diz o Senhor no texto de Hebreus. E foi nessas
palavras que eles seguiram no desafio. E como disse Jó: “Eu te conhecia só
de ouvir, mas agora os meus olhos de vêem”, certamente jamais seremos os
mesmos após esse evento, pois Deus confirmou, autenticou e aprovou este
trabalho. Não só pelo milagre das ofertas, mas pelas quase 100 vidas que se
renderam ao Senhor Jesus; pelos outros tantos em que foram semeados a
Palavra, pelos milhares que foram renovados e edificados por meios das
palestras e pregações, sem se falar no nome de Jesus que foi exaltado nesta
cidade, tão carente de Deus.
Que Deus continue abençoando cada incentivador,
mantenedor, colaborador, patrocinador para que essa bandeira seja mantida no
ponto mais alto desta cidade,contribuindo, assim, para o engrandecimento do
indivíduo na sociedade e na família.
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