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É importante informar em toda esta série de
artigos refutatórios ao fato dos asd (adventistas do sétimo dia) dizerem que
o cristão deve guardar o sábado, que eles respondem positivamente à pergunta
que deu título aos artigos que este articulista ora elabora.
Nos artigos II e III vimos o que Paulo,
respectivamente, disse aos colossenses e aos coríntios quanto à guarda do
sábado. Agora veremos o que ele disse aos gálatas e aos romanos. Além disso,
veremos o lado moral e cerimonial do sábado.
I. O Sábado e os Gálatas
Aos gálatas escreveu o apóstolo Paulo: “Outrora,
quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses;
agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus,
como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo
quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso
respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós” (Gl. 4.8-11 - Versão
Revisada). Nesta passagem bíblica o apóstolo Paulo chama a observância de
“dias, meses, tempos e anos”, de “rudimentos fracos e pobres” e declara não
duvidar da perdição dos que a isso se apegam, quando afirma: “Estou receoso
de haver trabalho em vão entre vocês” (Gl. 4.11). Aparentemente, este texto
colide com Rm. 14, onde o apóstolo Paulo deixa claro que ninguém se perde
pelo simples fato de optar pela observância de um determinado dia. Mas a
verdade solene é que a Bíblia é um todo coerente, e este problema se resolve
informando que os gálatas estavam se deixando levar pelos judaizantes que
apresentavam estas coisas como tábuas de salvação (At 15.1). Este caso é
similar ao que se deu em relação à circuncisão. Paulo circuncidou Timóteo
(At 16.1-5), mas repreendeu os gálatas por estarem se circuncidando (G
l5.2-4); como também deixou claro que guardar ou não um determinado dia não
é motivo de condenação (Rm 14), embora não negue que receava perder o
trabalho que ele tivera quando levara o Evangelho à Galácia, por estarem
agora os gálatas, que se diziam cristãos, guardando dias. O problema não
estava na guarda do dia, mas na finalidade com que o guardavam.
Em termos simples, o que Paulo disse aos gálatas
foi o seguinte: “Quando vocês não conheciam a Deus, vocês serviam aos
ídolos; mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus,
como voltam a essas coisas primárias, fracas e pobres, às quais novamente
querem servir? Vocês estão guardando dias, meses, tempos e anos, por
julgarem estas coisas indispensáveis para salvação. Isto me faz ficar
receoso de haver perdido todo o trabalho que eu tivera para evangelizar e
doutrinar a vocês, pois este procedimento leva á perdição”. Assim, podemos
perceber que a guarda de um determinado dia (no caso, o sábado) pode não ser
“uma simples infantilidade inofensiva praticada pelos asd”, como
erroneamente supõem alguns evangélicos mal informados. O Sabatismo é
perigoso. Ele é uma artimanha de Satanás para nos pôr a perder.
Os asd alegam que os dias que Paulo desaconselhou
os gálatas a guardar não são uma referência ao sábado semanal; mas o fato de
o apóstolo Paulo não dar nome a esses dias, prova que o cristão não pode
guardar dia algum, julgando-o indispensável à salvação.
Satanás tudo faz para não fitarmos o Gólgota.
Para isto ele usa recursos diversos, como a idolatria, a feitiçaria, o
ateísmo, o materialismo, as orgias sexuais, a embriaguez, o paganismo, as
vãs filosofias etc.; inclusive procura nos entreter com a guarda de um
determinado dia. Cuidado! Afastem-se desse abismo! A queda será fatal
II. O Sábado e os Romanos
Em Rm 7. 4-7 o apóstolo escreveu: “Assim, meus
irmãos, também vós estais mortos para a Lei pelo corpo de Cristo, para que
sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos a fim de que demos
frutos para Deus. Porque quando estávamos na carne, as paixões dos pecados,
que são pela Lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.
Mas agora ESTAMOS LIVRES DA LEI, pois morremos para aquilo em que ESTÁVAMOS
retidos, para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da
letra.
Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o
pecado senão pela lei, porque eu não conheceria a concupiscência se a Lei
não dissesse: ‘Não cobiçarás’ ” (ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA - grifo
nossos).
Este trecho das Escrituras Sagradas nos assegura que ESTAMOS LIVRES DA LEI.
E o que a Bíblia quer nos dizer com isto? Nada?! E que Lei é essa da qual
estamos livres? Os sabatistas com os quais tenho dialogado responderam a
essas perguntas de diversas maneiras. As respostas mais comuns foram as
seguintes:“Não se trata da Lei de Deus (os Dez Mandamentos), e sim, da Lei
de Moisés (os preceitos cerimoniais)”. Mas o fato de o apóstolo Paulo citar
um mandamento do Decálogo no versículo sete, prova cabalmente que ele estava
se referindo aos Dez mandamentos, ou seja, ao que os asd chamam de Lei de
Deus. Paulo não poderia mencionar um preceito do Decálogo no versículo sete
para corroborar o raciocínio que ele vinha desenvolvendo, se no contexto o
vocábulo “lei” não fosse uma referência ao Decálogo. Sim, não poderia, pois
lhe faltaria coerência. Se a Lei, que segundo Paulo comentou no versículo
sete proíbe a cobiça, não fosse a mesma mencionada nos versículos
anteriores, a citação deste mandamento moral seria um “corpo estranho”
dentro do texto em apreço. Assim sendo, a Lei da qual estamos livres é, sem
dúvida alguma, o Antigo Testamento. E como a ordem para se observar o sábado
semanal é parte integrante daquele Pacto, os cristãos estão livres desse
jugo também. Exceto se este mandamento estivesse repetido no Novo
Testamento.
Os asd disseram-me ainda que “livres da Lei diz
respeito à absolvição da condenação que pesava sobre nós, a qual foi
removida por termos recebido a Cristo”. Porém, à luz da Bíblia, os “livres
da Lei” estão libertos não só da condenação da Lei, mas também da obediência
à Lei. Doutro modo teríamos que sacrificar animais a Iavé até hoje.
III. O Sábado: Moral ou Cerimonial?
O quarto mandamento do Decálogo era moral e
cerimonial ao mesmo tempo. O lado moral deste mandamento é a necessidade que
temos de descansarmos periodicamente, para recuperarmos os desgastes do
labor da vida. E o lado cerimonial é o fato desse descanso ter que ocorrer
precisamente no sétimo dia da semana. Por que no sétimo? Se descansarmos ás
quartas-feiras, não estaremos também nos repousando um dia, a cada sete?
A necessidade de cessarmos nossas atividades
seculares pelo menos um dia por semana para, entre outras coisas,
intensificarmos a adoração a Deus, é um princípio moral que, sem dúvida,
está de pé. O cristão só não tem é a letra desse mandamento, pois além de
constar de uma lei que a cruz de Cristo tornou obsoleta, não consta da Nova
Aliança. Assim sendo, sempre que for possível, paremos com os nossos
afazeres e rendamos culto ao nosso grande Deus. E ao fazermos isto, se
possível, tenhamos em conta o primeiro dia da semana, para comemorarmos a
maravilha incomparavelmente superior à criação do Universo, a maravilha da
ressurreição de Cristo, a qual nos justifica para com Deus (Rm 4.25). É
evidente que o Deus que “descansou” com a conclusão da criação do Universo,
“descansa” muito mais com o milagre que nos justifica para consigo; e assim
sendo, é justo que façamos festa, ombreando-o nas comemorações. Porém, não
nos sobrecarreguemos de regrinhas, transformando o domingo numa espécie de
sábado. Lembremos que o Novo Testamento não manda guardar dia algum. O
primeiro dia da semana tornou-se conhecido entre os cristãos pelo nome de
“dia do Senhor”, porque os cristãos o observavam, e não por determinação
divina.
Lembremo-nos que temos algo incomparavelmente
superior ao descanso semanal, a saber, o descanso espiritual (do qual o
sábado semanal era uma sombra, Cl. 2.16-17) nos braços eternos e onipotentes
de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Mt 11.28). Este é o verdadeiro
sábado e é ininterrupto.
Leia Também:
» Parte I
» Parte II
» Parte III
Pr. Joel Santana
Transcrito, com adaptação, do livro intitulado “Igreja” Adventista: Que
Seita é Essa?, da autoria deste articulista. Para adquirir este livro,
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