A guarda do sábado é o Selo de Deus? (Parte I)
Pr. Joel Santana


      Este articulista, fazendo uso do direito que lhe assegura a Carta Magna de aceitar ou não quaisquer crenças religiosas, serve-se do presente artigo para informar os motivos pelos quais discorda do que Igreja Adventista do Sétimo Dia prega quanto à guarda do sábado. Não empreendo incriminá-los por terem lá suas crenças, nem tampouco suscitar acirrada polêmica, mas esposar minha posição teológica, refutar suas doutrinas e informar que eles também nos retrucam. Vejamos, pois, as considerações abaixo:

I. Que Dizem Seus Líderes
Expoentes líderes dos adventistas do sétimo dia (que doravante chamarei de asd para ganhar tempo e espaço) têm afirmado que os que não guardam o sábado estão perdidos. Veja estes exemplos:

1.1. O selo de Deus: “A Escritura declara que o sábado... é o sinal distintivo, ou o selo de lealdade para com o nosso Criador...” [Três Anjos Advertem o Mundo, página 5, CPB. Grifo nosso].

1.2. Lourenço Gonzalez Silva: a) Em seu livro intitulado Assim Diz o Senhor, 2 edição de 1986, às páginas 323-327 ele argumenta que as igrejas que se dizem cristãs mas não guardam o sábado, são falsas, não sendo, pois, a Esposa do Cordeiro. b) Ainda à página 376 do citado livro ele (o senhor Lourenço) faz suas as seguintes palavras: “ ‘Nós cremos que Deus, na sua infinita sabedoria, viu com clarividência, ao fazer do sábado a grande prova de lealdade a Ele nestes últimos dias; e que antes de terminar o tempo da graça para os habitantes do mundo, estes receberão o conhecimento desta verdade e terão de tomar a sua decisão eterna’ ” ( O grifo não é nosso).

1.3. Alejandro Bullhón: O “pastor” Alejandro Bullón, sem dúvida um dos maiores líderes dos asd, prefaciando o referido livro, registrou na página 5, com todas as letras, o seguinte: “A questão não é simplesmente se... devo ou não devo guardar o domingo... O assunto é muito sério. É uma questão de vida ou morte, de salvação ou perdição”.
Os exemplos acima provam que os asd não só guardam o sábado, mas também crêem que os que não o fazem estão perdidos. Aos que crêem que os asd também são evangélicos, pergunto: Aqueles que não nos consideram como irmãos em Cristo, são nossos irmãos? Pensem nisso os ingênuos!

II. “RECORRENDO À BÍBLIA”
Em defesa da observância do sábado, tenho visto e ouvido os asd citarem diversas passagens bíblicas. Abaixo alisto alguns desses textos sem contextos, informando como os asd “explicam” tais versículos e os refuto a seguir.

      Lc. 23.56b: “E no sábado descansaram, segundo o mandamento”. Muitos asd nos disseram que o fato desta referência bíblica constar do Novo Testamento, prova que os cristãos primitivos consideravam a guarda do sábado como um mandamento em vigência na Nova Aliança. Mas, se esse “argumento” fosse válido, deveríamos praticar a circuncisão e os sacrifícios de animais, pois está escrito em Lc 2.21-24 (e, portanto, no Novo Testamento também) que Jesus foi circuncidado ao oitavo dia, e que Maria ofereceu os sacrifícios em obediência ao que determina a Lei do Senhor.

      Lc. 4.16: “... entrou num dia de sábado, na sinagoga, segundo o seu costume ...”. O fato de Jesus ter o costume de ir às sinagogas em dia de sábado, não prova que nós, os cristãos, tenhamos que fazer o mesmo, pois Gl. 4.4-5 diz que Ele nasceu sob a Lei, para resgatar os que estavam (no passado) sob a Lei; logo, Jesus fez coisas que nós não precisamos fazer. Por exemplo, Ele participou da páscoa (Mt 26. 7-9). Por que os asd não observam a páscoa também? Os asd têm visão de águia para enxergar textos bíblicos que parecem favorecê-los, mas não vêem os textos que, com clareza, refutam as suas doutrinas.

      At 13.14,42,44; 17.2. Os asd adoram citar estes e outros versículos bíblicos, nos quais encontramos os apóstolos Paulo e Barnabé indo às sinagogas, aos sábados, para evangelizar. Pensam eles que o faziam aos sábados porque guardavam o sétimo dia da semana em obediência à Lei de Deus. Mas a verdade é que os apóstolos estavam aproveitando a oportunidade. Aos sábados os judeus se reuniam nas sinagogas, e contatá-los lá era prudente. Além disso, os apóstolos estavam dispostos a até mesmo guardar o sábado, se isso se fizesse necessário à salvação dos judeus (I Co. 9.19-23). Algumas provas disso são:
a) o apóstolo Paulo fez o voto de nazireu, prescrito em Nm 6.1-21, visto que “rapou a cabeça porque tinha voto (At 18.18);
b) circuncidou Timóteo (At 16.1-5);
c) esforçou-se para passar o dia de Pentecostes em Jerusalém (At. 20.16). Por que os asd não rapam suas cabeças, não se circuncidam e observam a festa de Pentecostes, já que o apóstolo Paulo fez todas estas coisas? À luz de I Co. 9.19-23, Paulo fez isso para não escandalizar os judeus e assim ganhá-los para Cristo. Ora, Paulo não guardou o sábado, mas se o tivesse guardado, ninguém poderia se valer disso para dizer que é da vontade de Deus que a Igreja o observe ainda hoje.

      I Jo. 5.3; Ap. 12.7. Se o leitor consultar sua Bíblia, verá que estes dois versículos nos manda guardar os mandamentos. Mas, naturalmente, estes mandamentos não são os do Antigo Testamento. Logo, esta “base”, sobre a qual os asd se apóiam, também não é sólida.

      Mt. 5.17,18. A Bíblia diz, em II Co. 3.14 que o Velho Testamento está abolido por Cristo; mas os asd citam Mt 5. 17,18 para “provarem” que a Lei Moral está de pé. A verdade, porém, é que quando Jesus disse que “até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou um til, jamais passará da Lei até que tudo se cumpra”, não estava dizendo que a Lei não passaria e, sim, que só passaria depois de cumprida. O sábado, a circuncisão, a páscoa, o Pentecostes, o jubileu, a lua nova, etc., passaram, depois de Cristo os cumprir na cruz. Que passaram está claro, pois até os asd sabem disso, visto que eles também não guardam os preceitos acima, com exceção do sábado, o que é incoerência.
      Os asd dizem que a Lei está dividida principalmente em duas: Lei de Deus e Lei de Moisés: “... na Palavra de Deus se acham mencionadas várias leis. Uma destas é a lei de Deus...os Dez Mandamentos ou lei moral. Outra é a lei cerimonial...de Moisés...” [Leis em Contraste, edição CPB, página 2]. À base dessa falsa premissa, diversos asd me disseram que “Mt. 5.17,18 é uma referência à Lei de Deus (e não à Lei de Moisés), da qual sábado é parte integrante”. Mas a palavra “lei” na Bíblia se refere a todos os mandamentos constantes do Pacto de Deus com os judeus. Não existe esse negócio de Lei moral e Lei cerimonial. Estas divisões são válidas, mas não são divinas, e sim, humanas; e só prestam para fins de estudo. Leia todo o capítulo 8 de Ne, e atentando especialmente para os versículos 1, 8, 18 e veja que neste trecho a Palavra de Deus é chamada alternadamente de Lei de Deus e de Lei de Moisés. A Lei é de Deus porque este é o Legislador; e é de Moisés porque este foi o instrumento que o Senhor usou como intermediário entre Ele e os judeus. Por exemplo, em II Cr. 31.3 e em Lc. 2.24, os sacrifícios de animais são chamados de “Lei do Senhor” ou “Lei de Jeová”, segundo o original. Ora, se os sacrifícios de animais constam da Lei do Senhor, e os asd alegam que “a Lei de Deus”, diferentemente da “Lei de Moisés, está de pé”, os asd devem sacrificar animais a Deus até hoje, sob pena de flagrante incoerência se não o fizerem. A não ser que eles tripartam a Lei em Lei de Moisés, Lei do Senhor (Jeová [ou melhor, Iavé]) e Lei de Deus, e depois digam que destas três leis, só a última está de pé. O que seria o cúmulo da rabulice exegética.

      Ap. 1.10. Este versículo diz que o apóstolo João foi arrebatado no dia do Senhor. Os asd acham que esse dia é o sábado, mas na verdade trata-se do domingo. A questão é que, embora o Novo Testamento não determine nenhum dia de guarda, os cristãos primitivos, por livre e espontânea vontade, decidiram dedicar o primeiro dia da semana a Deus, em comemoração à ressurreição de Cristo que, segundo a Bíblia, ocorreu no primeiro dia da semana (Mc. 16.9). Portanto, tornou-se corrente entre os irmãos rotular tal dia de Dia do Senhor. A História confirma isso.
      O fato de a Bíblia mostrar os cristãos primitivos celebrando a Santa Ceia do Senhor e separando suas ofertas aos domingos (At. 20.7; I Co. 10.1,2), é algo a que apegarmos. Por que faziam isso aos domingos? O que há de especial nesse dia? Nada, certamente, pois esse dia é um dia como outro qualquer; porém, nele ocorreu algo mais importante do que a criação do Universo, a saber, o triunfo de Cristo sobre a morte e a nossa justificação (Rm. 4.25). A conclusão é:
a) porque Cristo ressuscitou no domingo, os discípulos tinham predileção por este dia;
b) porque tinham predileção por este dia, nele se reuniam; e,
c) porque nele se reuniam, a celebração da Ceia do Senhor e o ofertório nele se concretizavam.
      Como se pode ver, os asd, dividindo a Lei em Lei de Deus e Lei de Moisés, e dizendo que esta foi abolida, mas aquela está de pé, conseguem ser incoerentes sem que aparentem sê-lo. Guardam apenas uma parte da Lei e dizem que quem o faz somos nós, que não guardamos o sábado; porém, a verdade é que nós não guardamos a Lei, nem parcial, nem integralmente. Nós estamos noutra. Nós estamos no Novo Testamento. E o Novo Testamento não é o Velho Testamento remendado, consertado, reformado, pintado etc.. Não! O Novo Testamento não é o Velho Testamento transportado parcialmente de lá para cá. O Novo Pacto é novo. Nós nos abstemos do furto, do homicídio, da idolatria, da feitiçaria etc., não porque o Velho Testamento proíbe estas coisas, e sim, porque o Novo Pacto firmado entre Cristo e a Igreja contém estes mandamentos. Doutro modo seríamos tão incoerentes quanto os asd. Saibam os asd que a Igreja tem um novo “não matarás”, um novo “não furtarás”, um novo “não adulterarás” etc..
      Já ouvi inúmeros asd alegarem que “se a Lei de Deus estivesse abolida, os evangélicos estariam livres não só para não observar a guarda do sábado, mas também para matar, roubar, caluniar, prostituir etc..” Mas eles esquecem que a “lei de Cristo” (I Co. 9.21), sob a qual está a Igreja, proíbe a prática dessas coisas. Os cristãos não se prostituem em obediência ao Pacto de Deus com os judeus, e sim, em obediência à Nova Aliança celebrada entre Cristo e a Igreja (I Co. 9.21; Hb. 12.24). Além disso, a Lei de Cristo está plasmada na alma do cristão, tornando-se mais em um princípio do que um conjunto de normas ou regras.
      Nenhum mandamento do Velho Testamento foi transportado para o Novo. Muitos (não todos) foram repetidos, mas nenhum foi transportado de lá para cá. Repito: “O Novo é novo”; os preceitos da Antiga Aliança existem independentemente de terem ou não existido no Antigo Testamento. Qualquer semelhança é mera coincidência. E estas coincidências não ocorrem por acaso, antes residem no fato de que embora o Pacto em vigor seja distinto e diferente daquele que expirou no Calvário, as partes pactuantes (isto é, Deus e o homem) são os mesmos. Logo, só o Pacto mudou. (Continua na próxima edição).

      Como vimos no artigo anterior, intitulado A Guarda do Sábado é o Selo de Deus? I, os asd (adventistas do sétimo dia) respondem positivamente a esta pergunta.
      Disse o apóstolo Paulo aos colossenses: “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16,17. Grifo nosso). Esta passagem bíblica deveria ser mais que suficiente para provar que os cristãos não precisam guardar o sábado, pois diz textualmente que os sábados e outros preceitos como lua nova, dias de festa, etc., eram sombras ou tipos das realidades vividas hoje por nós, no Novo Testamento. Mas os adventistas “refutam” este argumento, dizendo na obra intitulada Estudos Bíblicos, editada pela CPB, página 378, que os sábados aí mencionados não são os sábados semanais e sim, as festas judaicas, como a páscoa, o pentecostes, o jubileu, a lua nova etc.. Mas eles precisam atentar para o fato de que se assim fosse, o apóstolo Paulo não precisaria dizer que ninguém pode nos condenar, por não estarmos observando os dias de festa e os sábados. Observemos que o apóstolo diz que ninguém pode nos julgar... por causa dos DIAS DE FESTA... ou de SÁBADOS. Logo, as festas e os sábados sãos distintos, ou seja, uma coisa não é a outra. E se são coisas distintas (embora seja verdade que as festas ou solenidades judaicas são chamadas de sábados no original hebraico), os sábados aqui referidos por Paulo são, necessariamente, os sábados semanais.
      Em seu livro intitulado Subtileza do Erro, o pastor adventista Arnaldo B. Christianini “retruca” este argumento, dizendo que a lua nova também era dia de festa, e, não obstante, o apóstolo destacou os dias de festa da luz nova. Ele quer dizer com isso que assim como a lua nova era um dia de festa como os demais dias festivos, mas o apóstolo a destacou das outras festas, também os sábados mencionados no texto em questão (Cl. 2.16) são as festas judaicas, não obstante estarem destacados dos demais dias festivos. Segundo o pastor Christianini, trata-se duma repetição, para reforçar a idéia. Mas, por que a interpretação tem que ser essa? Essa “hermenêutica” é a única admissível? Será que ele não desconfia da possibilidade de estar equivocado?
      A razão pela qual Paulo destaca a lua nova dos demais dias festivos é porque estas solenidades se concretizavam mensalmente. Ora, por mais solene que seja, algo que se faz todos os meses não pode ser considerado festa, no sentido pleno da palavra. A festa magna do Cristianismo é a Santa Ceia do Senhor. Não obstante, se o leitor for à minha igreja em dia de Santa Ceia e me perguntar: “Há festa hoje?” eu lhe responderei dizendo que não. Embora em seguida eu possa anunciar de púlpito: “Hoje estamos celebrando a maior festa do Cristianismo, a saber, a Ceia do Senhor, a qual tem por finalidade fazer com que não olvidemos do que o nosso Redentor fez por nós na cruz!”. E não há em tudo isso nenhuma contradição. Além disso, cada culto é, a bem-dizer, uma festa, apesar de não sê-lo no significado primário desta palavra. Sim, a Santa Ceia do Senhor é uma solenidade estupenda, mas como a celebramos amiúde, isto é, todos os meses, não a chamamos de festa, exceto quando queremos salientar a sua importância.
      Como já está claro, os sábados são chamados de sombras dos bens futuros. Ora, os asd concordam que tudo quanto era sombra foi abolido por Cristo. Este é o motivo pelo qual também não se circuncidam, não observam o ano sabático, não sacrificam animais a Iavé, e assim por diante. Ora, só lhes falta agora abrirem mão do sábado semanal também, já que, segundo a Bíblia, as prescrições a respeito das comidas, das bebidas (libações), dos dias de festa, da lua nova, e dos sábados, também são sombras dos bens futuros, isto é, tipos, que se findaram quando os seus antítipos chegaram.
Via de regra asd alegam que o sábado semanal não pode ser sombra, visto que, entre outras razões, foi estabelecido antes da entrada do pecado no mundo (Gn 2.2-3). Quanto a isso, porém, eles necessitam atentar para três coisas:
² Primeira: Que os sábados eram sombras, é a Bíblia que o diz textualmente e, portanto, não se trata de uma inferência ou dedução que possa ser julgada pelos nossos interlocutores. A Bíblia dá, ou não, a última Palavra? Estamos sendo norteados pela Bíblia ou pelas nossas próprias razões?
² Segunda: Talvez o sábado não tenha sido sombra inicialmente, mas, sem duvida, foi integrado ao conjunto das normas do Pacto firmado entre Deus e os judeus, como sombra; e é a Bíblia que o diz, como já vimos em Cl 2.16. Podemos refutar ao que está claramente exarado nas páginas do Livro dos livros?
² Terceira: Onde está escrito que Deus não poderia instituir uma sombra dos bens futuros, antes da entrada do pecado no mundo? Os que respondem dizendo que não está escrito, mas é óbvio, certamente ignoram que Deus é presciente e previdente. A Bíblia, porém, deixa claro que a entrada do pecado no mundo não pegou Deus de surpresa e desprevenido; senão, examine estas referências bíblicas: II Tm. 1.9; Ef. 1.4; I Pe. 1.2; Ap. 13.8; 17.8; Is. 46.10; etc..
      A maneira paulina de alistar os dias de festa, a lua nova e os sábados é antiga, pois consta do Antigo Testamento. Para provar isso transcrevo aqui I Cr. 23.31, II Cr. 31.3 e Is. 1.13-14, respectivamente:
      “E oferecerem continuamente perante o Senhor todos os holocaustos, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas, segundo o número ordenado”;
      “A contribuição da fazenda do rei foi designada para os holocaustos: os holocaustos da manhã e da tarde, os holocaustos dos sábados, das luas novas e das festas fixas, como está escrito na Lei do senhor”;
      “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias... não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.
      Como se pode ver, lendo as transcrições acima, a lua nova, embora sendo também um dia solene entre os judeus, sempre foi destacada das festas fixas. Paulo não foi o primeiro a usar este critério, e um razoável motivo para as coisas serem assim é o fato de que se tratava duma solenidade que se concretizava amiúde: era um cerimonial mensal.
      Uma pergunta que certamente ajudará os asd a enxergar que realmente os sábados de Cl. 2.16 são semanais é: Como um sacerdote do Antigo Testamento, séculos antes do nascimento de Cristo, interpretava I Cr. 23.31? Ele tinha que saber o certo, pois era ele quem tinha a incumbência de oferecer os sacrifícios ali prescritos, segundo o número ordenado. Será que ele não estaria equivocado se não oferecesse os holocaustos dos sábados semanais por achar que os sábados, neste caso, eram as festas fixas ? Pensem nisso os asd sinceros! Se o leitor perguntar aos rabinos se os sábados de I Cr 23.31 são semanais, seguramente dirão que sim. E creio piamente que se esta pergunta fosse formulada aos mais piedosos sacerdotes alguns séculos antes do nascimento de Jesus, todos eles diriam o mesmo. Não é possível chegar-se a uma conclusão contrária. Eu duvidaria da sinceridade daqueles que dissessem que, segundo lhes parece, os sábados de I Cr 23.31 não são semanais. E se em I Cr. 23.31 os sábados são semanais, então os de Cl 2.16 também o são. E, sendo assim, os sábados semanais eram sombras. E, se eram sombras, passaram-se.
      Creio que a Bíblia deixou claro para todos nós que o sábado era sombra, e se era sombra morreu na cruz, foi sepultado no Pentecostes e jamais ressuscitou, com o que também concordariam os asd. Os asd tentam reanimá-lo, mas ele não reage. E como amam-no apaixonadamente, transportam sobre os ombros esse defunto tão pesado; mas estas linhas têm por objetivo encorajá-los a sepultar esse defunto que já foi velado em demasia.(continuação na próxima edição)

      Este é o terceiro artigo com este título, publicado neste periódico. Se o leitor leu os artigos anteriores já sabe não só que os asd (adventistas do sétimo dia) respondem positivamente à pergunta acima que serviu de epígrafe, como também não ignora que (via de regra) com isso os asd querem dizer que a observância do sábado é o distintivo dos verdadeiros cristãos.
Eu fiz constar do primeiro artigo que os asd se equivocam por duas razões:
a) por dividirem a Lei em duas Leis: Lei de Deus (os Dez Mandamentos) e Lei de Moisés (os preceitos cerimoniais);
b) por dizerem que a Lei de Deus, ao contrário da Lei de Moisés que expirou na cruz, está de pé; e,
c) por estabelecer à base dessa falsa premissa a guarda do sábado é um mandamento ainda vigente.
      A exposição abaixo visa demonstrar que o apóstolo Paulo deixou claro que o cristão não vive sob a Lei nem mesmo parcialmente. Nada, do Pacto de Deus com os judeus, nos diz respeito. O cristão está sob a Nova Aliança.
      Em II Co. 3.6-16 podemos ler o que se segue: “O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica”. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado, nesta parte, não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece.
      Tendo, pois, tal esperança, usamos de muito ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido. E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então, o véu se tirará “. (Edição Revista e Corrigida).
No texto acima transcrito se pode observar o seguinte:
1) O Decálogo, isto é, os Dez Mandamentos, é chamado de “ministério da morte” (7a) e de “ministério da condenação” (9a), enquanto que o Novo Testamento é chamado de “ministério do Espírito” (8) e de “ministério da justiça” (9b);
2) Do Decálogo se diz que “veio em glória” (7), enquanto do Novo Testamento se diz que “é de maior glória” (8) e que “excederá em glória” (9b);
3) Do Decálogo se diz que “era transitório” (11a; 13b; 7b), isto é, estava de passagem, ou seja, era provisório; e do Novo Testamento se diz “que permanece” (11b);
4) Do Decálogo se diz que “foi por Cristo abolido” (14b), mas do Novo Testamento se afirma, como eu já disse e repito, “permanece”.
      Esta porção das Escrituras Sagradas deixa os asd num beco sem saída. Sempre que lhes mostramos que a Lei foi abolida por Cristo, eles alegam que “não se trata da Lei de Deus, da qual o Decálogo é um resumo; e sim, da Lei de Moisés, cujos preceitos são cerimoniais e, portanto, sombras das realidades porvir”. Mas agora eles não podem dizer isso, visto que neste trecho da Bíblia o apóstolo Paulo fala exatamente do Decálogo; sim, é o Decálogo que o apóstolo Paulo chama de “ministério da morte”, “ministério da condenação” e afirma que ele era “transitório”, isto é, ele não veio para ficar. Os seus dias estavam contados. Seu fim se aproximava a passos galopantes.
      Está mesmo o apóstolo Paulo falando aqui dos Dez Mandamentos? Claro que sim, visto que ele, ao falar a respeito do “ministério da morte”, acrescentou que o mesmo foi “gravado com letras em pedras” (7a). Ora, o que foi “gravado com letras em pedras” a não ser o Decálogo?
      Muitos crêem que “o ministério da morte, gravado com letras em pedras” refere-se a uma “cópia da Lei de Moisés, a qual este escrevera” (Js. 8.32); Esta conclusão, porém, é precipitada, pois está claro que são os Dez Mandamentos que constituem o que o apóstolo Paulo chama de “o ministério da morte”, porquanto, II Co. 3.7 refere-se não ao tempo de Josué e, sim, ao tempo de Moisés. II Co. 3.7 diz claramente esta verdade. Vamos relê-lo? “E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória...” ( Grifo nosso).
Sempre que mostrei este trecho da Bíblia aos asd, eles tentaram sair dessa situação embaraçosa das seguintes maneiras:
a) disseram-me que “Paulo não estava falando da Lei de Deus, e sim, da Lei de Moisés”. Vimos, porém, que o texto em tela não admite esse subterfúgio, pois trata especificamente do Decálogo, que eles chamam de Lei de Deus e dizem que está de pé;
b) No versículo 14, o que foi abolido não teria sido o “Antigo Testamento, e sim, o “véu” do obscurantismo espiritual, próprio dos incrédulos”. Ora, isso é evasiva. O contexto deixa claro que Paulo se referia à Lei;
c) citaram Jr. 31.31-32, que diz: “Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto, com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles INVALIDARAM, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor” (grifo nosso, Versão Revisada). E “explicaram” o texto em análise assim: “A palavra original, traduzida em II Co. 3.7 por ‘transitória’, pode ser traduzida também por ‘abolida’; Isto significa que os judeus, por causa da sua desobediência, estavam, como bem o observou Jr (31.31-32), invalidando ou ABOLINDO a Lei de Deus, isto é, estavam tornando-a sem efeito em suas vidas, visto que ela só é eficaz na vida daquele que a obedece. É disto que Paulo estava falando”. Mas este “argumento”, aparentemente sólido, é um disparate que só serve para revelar o desespero daqueles que, embora sabendo que o erro não presta, não querem abandoná-lo, por estarem apaixonados pelo mesmo. Senão, raciocinemos: Se o motivo pelo qual o apóstolo Paulo disse que o Decálogo era transitório, fosse porque havia alguém transgredindo-o, ele não poderia contrastá-lo com o Novo Testamento, afirmando que este, ao contrario daquele, permanece; visto que o Novo Testamento é transgredido pela grande maioria da humanidade. Se o Decálogo era transitório, porque não estava sendo obedecido por alguém, o Novo Testamento transitório é, já que a maioria esmagadora não o vive também. E, como sabemos, o Novo Testamento também só é eficaz na vida daquele que o aceita. E os falsos cristãos apenas fingem aceitá-lo.
      Concordamos plenamente que o original grego traduzido na ARC por “era transitório” pode ser traduzido por “estava sendo abolido”; mas a “explicação” que os asd me têm dado desta passagem bíblica, não resiste um confronto com a Bíblia.
      O trecho bíblico em lide (a saber, II Co. 3.6-16) pode, por si só, dirimir as dúvidas dum inquiridor sincero, pois diz sem rodeios que o Decálogo era transitório, ou seja, estava sendo abolido, e que finalmente sucumbiu com Cristo no Gólgota. Observemos que o versículo 16 diz abertamente que o “Velho Testamento... foi por Cristo abolido” (ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA).
      Quando a Bíblia diz que o Decálogo “estava sendo abolido”, quer dizer com isso que a Lei estava destinada a expirar no Calvário e que, portanto, a partir do momento que ela veio à existência, seu fim se aproximava a cada minuto que passava.
Por dizer a Bíblia que o Decálogo era transitório, a guarda do sábado semanal transitória era, pois, como todos sabemos, a ordem para se guardar o sábado é o quarto mandamento do Decálogo.
      Como já vimos no primeiro artigo, os asd alegam que se o Decálogo tivesse sido abolido, poderíamos matar, furtar, adulterar, tomar o nome de Deus em vão, adorar ídolos, desobedecer aos pais, mentir, caluniar etc.; visto que, não havendo Lei, não pode haver pecado, já que o pecado é a transgressão da Lei (Rm 4.14). Mas eles precisam saber de três coisas:
1a.) O cristão não está debaixo do Decálogo (é verdade), mas também não está sem Lei. O cristão está sob o jugo de Cristo (Mt 11.28-30). Conforme bem o disse o apóstolo Paulo, estamos sob a Lei de Cristo (I Co. 9.21);
2a.) Os ímpios continuam sendo contemplados por Deus à base da Lei e os juízos que por ela resultam (I Tm 1.9-10)
3a.) Se o Decálogo não existe para o Cristão, e sim, para os ímpios, quando um ímpio se converte a Cristo, deixa, simultaneamente, de ser contemplado por Deus à base da Lei e os juízos que dela resultam e passa, automaticamente, a estar sob as cláusulas do Novo Pacto que ele e Cristo firmam, no ato da conversão.
      Relembro aos asd que, com exceção da sábado, todos os preceitos do Decálogo, bem como todos os mandamento morais de todo o Antigo Testamento estão repetidos no Novo Testamento. E isto é digno de nota, pois este fato testifica que o sábado era sombra dos bens futuros. Sim, porque se o sábado fosse moral, certamente teria sido repetido no Novo Testamento, como os demais preceitos o foram.

      É importante informar em toda esta série de artigos refutatórios ao fato dos asd (adventistas do sétimo dia) dizerem que o cristão deve guardar o sábado, que eles respondem positivamente à pergunta que deu título aos artigos que este articulista ora elabora.
      Nos artigos II e III vimos o que Paulo, respectivamente, disse aos colossenses e aos coríntios quanto à guarda do sábado. Agora veremos o que ele disse aos gálatas e aos romanos. Além disso, veremos o lado moral e cerimonial do sábado.

I. O Sábado e os Gálatas

      Aos gálatas escreveu o apóstolo Paulo: “Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses; agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós” (Gl. 4.8-11 - Versão Revisada). Nesta passagem bíblica o apóstolo Paulo chama a observância de “dias, meses, tempos e anos”, de “rudimentos fracos e pobres” e declara não duvidar da perdição dos que a isso se apegam, quando afirma: “Estou receoso de haver trabalho em vão entre vocês” (Gl. 4.11). Aparentemente, este texto colide com Rm. 14, onde o apóstolo Paulo deixa claro que ninguém se perde pelo simples fato de optar pela observância de um determinado dia. Mas a verdade solene é que a Bíblia é um todo coerente, e este problema se resolve informando que os gálatas estavam se deixando levar pelos judaizantes que apresentavam estas coisas como tábuas de salvação (At 15.1). Este caso é similar ao que se deu em relação à circuncisão. Paulo circuncidou Timóteo (At 16.1-5), mas repreendeu os gálatas por estarem se circuncidando (G l5.2-4); como também deixou claro que guardar ou não um determinado dia não é motivo de condenação (Rm 14), embora não negue que receava perder o trabalho que ele tivera quando levara o Evangelho à Galácia, por estarem agora os gálatas, que se diziam cristãos, guardando dias. O problema não estava na guarda do dia, mas na finalidade com que o guardavam.
      Em termos simples, o que Paulo disse aos gálatas foi o seguinte: “Quando vocês não conheciam a Deus, vocês serviam aos ídolos; mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como voltam a essas coisas primárias, fracas e pobres, às quais novamente querem servir? Vocês estão guardando dias, meses, tempos e anos, por julgarem estas coisas indispensáveis para salvação. Isto me faz ficar receoso de haver perdido todo o trabalho que eu tivera para evangelizar e doutrinar a vocês, pois este procedimento leva á perdição”. Assim, podemos perceber que a guarda de um determinado dia (no caso, o sábado) pode não ser “uma simples infantilidade inofensiva praticada pelos asd”, como erroneamente supõem alguns evangélicos mal informados. O Sabatismo é perigoso. Ele é uma artimanha de Satanás para nos pôr a perder.
      Os asd alegam que os dias que Paulo desaconselhou os gálatas a guardar não são uma referência ao sábado semanal; mas o fato de o apóstolo Paulo não dar nome a esses dias, prova que o cristão não pode guardar dia algum, julgando-o indispensável à salvação.
      Satanás tudo faz para não fitarmos o Gólgota. Para isto ele usa recursos diversos, como a idolatria, a feitiçaria, o ateísmo, o materialismo, as orgias sexuais, a embriaguez, o paganismo, as vãs filosofias etc.; inclusive procura nos entreter com a guarda de um determinado dia. Cuidado! Afastem-se desse abismo! A queda será fatal

II. O Sábado e os Romanos

      Em Rm 7. 4-7 o apóstolo escreveu: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a Lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos a fim de que demos frutos para Deus. Porque quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela Lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora ESTAMOS LIVRES DA LEI, pois morremos para aquilo em que ESTÁVAMOS retidos, para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
      Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei, porque eu não conheceria a concupiscência se a Lei não dissesse: ‘Não cobiçarás’ ” (ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA - grifo nossos).
Este trecho das Escrituras Sagradas nos assegura que ESTAMOS LIVRES DA LEI. E o que a Bíblia quer nos dizer com isto? Nada?! E que Lei é essa da qual estamos livres? Os sabatistas com os quais tenho dialogado responderam a essas perguntas de diversas maneiras. As respostas mais comuns foram as seguintes:“Não se trata da Lei de Deus (os Dez Mandamentos), e sim, da Lei de Moisés (os preceitos cerimoniais)”. Mas o fato de o apóstolo Paulo citar um mandamento do Decálogo no versículo sete, prova cabalmente que ele estava se referindo aos Dez mandamentos, ou seja, ao que os asd chamam de Lei de Deus. Paulo não poderia mencionar um preceito do Decálogo no versículo sete para corroborar o raciocínio que ele vinha desenvolvendo, se no contexto o vocábulo “lei” não fosse uma referência ao Decálogo. Sim, não poderia, pois lhe faltaria coerência. Se a Lei, que segundo Paulo comentou no versículo sete proíbe a cobiça, não fosse a mesma mencionada nos versículos anteriores, a citação deste mandamento moral seria um “corpo estranho” dentro do texto em apreço. Assim sendo, a Lei da qual estamos livres é, sem dúvida alguma, o Antigo Testamento. E como a ordem para se observar o sábado semanal é parte integrante daquele Pacto, os cristãos estão livres desse jugo também. Exceto se este mandamento estivesse repetido no Novo Testamento.
      Os asd disseram-me ainda que “livres da Lei diz respeito à absolvição da condenação que pesava sobre nós, a qual foi removida por termos recebido a Cristo”. Porém, à luz da Bíblia, os “livres da Lei” estão libertos não só da condenação da Lei, mas também da obediência à Lei. Doutro modo teríamos que sacrificar animais a Iavé até hoje.

III. O Sábado: Moral ou Cerimonial?

      O quarto mandamento do Decálogo era moral e cerimonial ao mesmo tempo. O lado moral deste mandamento é a necessidade que temos de descansarmos periodicamente, para recuperarmos os desgastes do labor da vida. E o lado cerimonial é o fato desse descanso ter que ocorrer precisamente no sétimo dia da semana. Por que no sétimo? Se descansarmos ás quartas-feiras, não estaremos também nos repousando um dia, a cada sete?
      A necessidade de cessarmos nossas atividades seculares pelo menos um dia por semana para, entre outras coisas, intensificarmos a adoração a Deus, é um princípio moral que, sem dúvida, está de pé. O cristão só não tem é a letra desse mandamento, pois além de constar de uma lei que a cruz de Cristo tornou obsoleta, não consta da Nova Aliança. Assim sendo, sempre que for possível, paremos com os nossos afazeres e rendamos culto ao nosso grande Deus. E ao fazermos isto, se possível, tenhamos em conta o primeiro dia da semana, para comemorarmos a maravilha incomparavelmente superior à criação do Universo, a maravilha da ressurreição de Cristo, a qual nos justifica para com Deus (Rm 4.25). É evidente que o Deus que “descansou” com a conclusão da criação do Universo, “descansa” muito mais com o milagre que nos justifica para consigo; e assim sendo, é justo que façamos festa, ombreando-o nas comemorações. Porém, não nos sobrecarreguemos de regrinhas, transformando o domingo numa espécie de sábado. Lembremos que o Novo Testamento não manda guardar dia algum. O primeiro dia da semana tornou-se conhecido entre os cristãos pelo nome de “dia do Senhor”, porque os cristãos o observavam, e não por determinação divina.
      Lembremo-nos que temos algo incomparavelmente superior ao descanso semanal, a saber, o descanso espiritual (do qual o sábado semanal era uma sombra, Cl. 2.16-17) nos braços eternos e onipotentes de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Mt 11.28). Este é o verdadeiro sábado e é ininterrupto.
 

Leia Também:
» Parte II
» Parte III
» Parte IV


Pr. Joel Santana

Transcrito, com adaptação, do livro intitulado “Igreja” Adventista: Que Seita é Essa?, da autoria deste articulista. Para adquirir este livro, deposite na c/ c 39645-1, agência 0204, Banco Itaú, a importância de R$ 17,00 e remeta para o endereço abaixo uma fotocópia do comprovante do depósito bancário, informando seu nome, endereço e o objetivo do depósito. Use letras de forma.
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