Lei ou graça?
Pr. André Oliveira


      Incrível como os Sherlocks Holmes pós-modernos esmiuçam a Palavra de Deus no afã de desmerecer o ministério de Jesus, buscando paradoxos e contradições, nas páginas do Livro Sagrado. Já com o Alcorão ninguém mexe. Qualquer linha depreciativa traz conseqüências trágicas. Porém, contradições existem para nós até que haja a revelação da síntese convergente que, para nós, é Cristo que tudo subsiste.
      Deus atemporal (Jesus) se manifesta no tempo no aqui agora (nosso tempo), esvazia-se, humilha-se e se faz homem e como homem não tem o direito de irar-se de ir contra o status quo operante de opor-se ao mercantilismo religioso, coisa que, infelizmente, até hoje se perpetua? Criticá-lo por deixá-lo vir à tona suas emoções é, no mínimo, um ato de radicalismo desconexo.
      O Sermão do Monte não é lei para ser seguida, e como lei apenas nos enferma ainda mais profundamente por dentro, mas não nos resolve como pessoas nem dentro nem fora - pois em ambas as "locações" - o Sermão do Monte se mostra inviável: dentro porque sabemos o quão anti-natural ele é para a nossa própria natureza atual caída; e fora porque nossa existência, desde o íntimo até o comportamento, inviabiliza sua prática. Isto se não estivermos falando de amestramento na conduta, mas na honestidade de quem quer ser conforme sabe que deveria ser e não é!
      Por isso é necessário a Graça; a graça é onde o poder se aperfeiçoa. Jesus cumpre em si mesmo a quilo que o homem algum é capaz de cumprir. Enquanto isto os detratores de plantão dizem que a Bíblia se mantém de pé porque é grossa. Ledo engano! Se mantém porque está fundamentada em rocha e não é qualquer "analisezinha" tendenciosa que vai exaurir o poder transcendente que Ela tem de mudar os corações aflitos e desnorteados. A tua graça nos basta, Senhor. Sua graça é a lei do caminhar, quanto aos niilistas que continue correndo atrás do nada...
 

 



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