|
Incrível como os Sherlocks Holmes
pós-modernos esmiuçam a Palavra de Deus no afã de desmerecer o ministério de
Jesus, buscando paradoxos e contradições, nas páginas do Livro Sagrado. Já
com o Alcorão ninguém mexe. Qualquer linha depreciativa traz conseqüências
trágicas. Porém, contradições existem para nós até que haja a revelação da
síntese convergente que, para nós, é Cristo que tudo subsiste.
Deus atemporal (Jesus) se manifesta no tempo no
aqui agora (nosso tempo), esvazia-se, humilha-se e se faz homem e como homem
não tem o direito de irar-se de ir contra o status quo operante de opor-se
ao mercantilismo religioso, coisa que, infelizmente, até hoje se perpetua?
Criticá-lo por deixá-lo vir à tona suas emoções é, no mínimo, um ato de
radicalismo desconexo.
O Sermão do Monte não é lei para ser seguida, e
como lei apenas nos enferma ainda mais profundamente por dentro, mas não nos
resolve como pessoas nem dentro nem fora - pois em ambas as "locações" - o
Sermão do Monte se mostra inviável: dentro porque sabemos o quão
anti-natural ele é para a nossa própria natureza atual caída; e fora porque
nossa existência, desde o íntimo até o comportamento, inviabiliza sua
prática. Isto se não estivermos falando de amestramento na conduta, mas na
honestidade de quem quer ser conforme sabe que deveria ser e não é!
Por isso é necessário a Graça; a graça é onde o
poder se aperfeiçoa. Jesus cumpre em si mesmo a quilo que o homem algum é
capaz de cumprir. Enquanto isto os detratores de plantão dizem que a Bíblia
se mantém de pé porque é grossa. Ledo engano! Se mantém porque está
fundamentada em rocha e não é qualquer "analisezinha" tendenciosa que vai
exaurir o poder transcendente que Ela tem de mudar os corações aflitos e
desnorteados. A tua graça nos basta, Senhor. Sua graça é a lei do caminhar,
quanto aos niilistas que continue correndo atrás do nada...
|