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"Veremos a seguir algumas declarações de EGW confrontadas com a Bíblia":
A Segunda Vinda de Jesus
O que EGW escreve sobre a segunda vinda de Jesus
é francamente confuso e Deus não é Deus de confusão (1 Co 14.33). A um tempo
declara que ouviu a voz de Deus que lhe anunciou o dia e a hora da vinda de
Jesus. Depois, afirma que se esqueceu do dia e da hora.
Adverte contra os que se aventuram marcar datas
para esse acontecimento profético. Qualquer leitor da Bíblia sabe que não é
possível sabermos o dia e a hora da vinda de Jesus. "Porém daquele dia e
hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente meu
Pai."(Mt 24.36) "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai
estabeleceu pelo seu próprio poder."(At 1.7)
Vejamos o que EGW escreveu sobre a segunda vinda
de Jesus: "Foi-me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo:
'Alguns, pasto para os vermes, alguns sujeitos às sete últimas pragas,
alguns estarão vivos e permanecerão na Terra para serem trasladados por
ocasião da vinda de Jesus." (O Testemunho de Jesus, p. 108)(o grifo é
nosso).
Essa profecia foi feita numa reunião de manhã cedo, em Battle
Greek, Michigan, em 1856. Se diminuirmos 1856 de 2000, teremos, como
resultado, 144 anos. Porventura existe alguém vivo daquela reunião
aguardando a volta de Cristo? Para justificar o erro profético dela, seus
defensores se explicam dizendo: "É-nos dito pela mensageira do Senhor que se
a igreja remanescente houvesse seguido o plano de Deus em fazer a obra que
lhe indicara, o dia do Senhor teria vindo antes disto, e os fiéis teriam
sido recolhidos ao reino."(idem, p. 110) É incrível como possam ser tão
fanáticas certas pessoas a ponto de justificar um fracasso profético tão
evidente no intuito de defender sua profetiza.
Outros Ensinos
Embora certo escritor adventista tenha afirmado
"A bem da verdade deve-se dizer que desconhecemos o que seja 'doutrinas da
Sra. White', de vez que ela não apresentou nenhuma doutrina nova"(Subtilezas
do Erro, p. 42) não se pode negar, à luz dos fatos, que ela se pronunciou
sobre várias doutrinas estranhas (Hb 13.9) como passaremos a expor.
Miguel e Jesus - A Mesma Pessoa
Diz ela: "Moisés passou pela morte, mas Cristo desceu e lhe vida antes que
seu corpo visse a corrupção. Satanás procurou reter o corpo, pretendendo-o
como seu; mas Miguel ressuscitou Moisés e levou-o ao Céu." "... Satanás
maldisse amargamente a Deus, acusando-O de injusto por permitir que sua
presa lhe fosse tirada; Cristo, porém, não repreendeu a Seu adversário,
embora fosse por sua tentação que o servo de Deus houvesse caído. Mansamente
remeteu-o a Seu Pai, dizendo: 'O Senhor te repreenda.'" (Primeiros Escritos,
p. 164, 3ª edição, 1988).
Dois erros doutrinários encontramos nesse declaração de EGW:
1) Miguel ressuscitou Moisés, quando é Jesus que ressuscitará os mortos por
ocasião da sua vinda, o que ainda não se deu (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.5l-54).
Se Moisés não provasse a corrupção no seu corpo e já tivesse sido
ressuscitado, seria ele as primícias dos mortos, quando, de fato, Jesus foi
as primícias dos mortos, "Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi
feito as primícias dos que dormem."(1 Co 15.20).
2) A passagem citada, para afirmar que Jesus não repreendeu seu adversário,
o diabo, é Judas 9, que diz: " Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o
diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo
de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda." Este texto, como
lemos, trata de Miguel, o arcanjo e não de Jesus. É a Jesus que Miguel, o
arcanjo, recorre para repreender Satanás e não a Deus, o Pai. Confunde ela
Miguel com Jesus como se ambos fossem a mesma pessoa. Jesus, em sua vida
terrena, por várias vezes, repreendeu Satanás e ao passo que Judas 9 afirma
que Miguel não pode fazê-lo, invocando a autoridade de Jesus para isso, "O
Senhor te repreenda". Em Mt 16.23 Jesus repreendeu Satanás com toda a
autoridade, dizendo: "Para trás de mim, Satanás, que me serves de
escândalo". E não foi esta a única vez que Jesus repreendeu Satanás. Outras
vezes isso aconteceu como em Mt 4.10,11 determinando que ele se retirasse.
Jesus deu poder aos seus discípulos e seguidores para assim também o fazerem
(Lc 10.17-19: Mc 16.17,18). Por fim, Jesus é Criador (Jo 1.3; Cl 1.15,16) e
Miguel é criatura celestial, criada pelo próprio Jesus. Os anjos não podem
ser adorados (Ap 22.8,9) ao passo que Jesus é adorado pelos próprios anjos (Hb
1.6). Miguel é um dos primeiros príncipes (Dn 10.13) indicando com isso que
existem outros iguais a ele; entretanto, Jesus é o Unigênito do Pai,
mostrando que não existe outro igual a ele (Jo 1.14; 3.16). Não se pode
prestar culto aos anjos (Cl 2.18) mas prestamos adoração a Jesus (Ap
5.11-13). Esse ensino de EGW é francamente herético (2 Pe 2.1,2).
Satanás, Como Co-Redentor
Diz ela: "Satanás não somente arrostou o peso e
castigo de seus próprios pecados, mas também dos pecados da hoste dos
remidos, os quais foram colocados sobre ele; e também deve sofrer pela ruína
de almas, por ele causadas."(Primeiros Escritos, p. 294/95, citado no Ritual
do Santuário, p. 315)(o grifo é nosso). Como se diz biblicamente, um abismo
chama outro (Sl 42.7). É que os erros doutrinários de EGW cada vez se tornam
piores. Ensinar que Satanás tem participação na obra redentora de Cristo,
torna-o co-redentor. Satanás representa, nos escritos de EGW, o bode
emissário, sobre quem vão cair nossos pecados. É de se indagar se Satanás
faz expiação pelos nossos pecados, pois lemos em Lv
16.5,10 que ambos os bodes, tanto o expiatório
como o bode emissário, faziam expiação pelos pecados, "E da congregação dos
filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro
para holocausto."... "Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode
emissário, apresentar-se-á vivo perante o Senhor, para fazer expiação com
ele, para enviá-lo ao deserto como bode emissário."
No versículo 22 se lê: "Assim aquele bode levará
sobre si todas as iniquidade deles à terra solitária; e enviará o bode ao
deserto." (o grifo é nosso) Ora, segundo Isaías 53 quem carrega nossos
pecados é Jesus: "Todos nós andámos desgarrados como ovelhas; cada um se
desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de
nós todos."(v.6) "... porque as iniquidades deles levará sobre si" (v.11);
"... mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos pecadores
intercede."(v. 12) Isso é confirmado por Jo 1.29, quando João Batista
apresentou Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Em 1 Pe
2.24 lemos "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o
madeiro..." Satanás vai sofrer por sua rebelião contra Deus e será levado
para o lago de fogo eterno (Ap 20.10), mas Jesus pagou o preço da nossa
redenção e carregou sobre ele nossos pecados (2 Co 5.19-21). Se, como ensina
EGW, quando Satanás for aniquilado nossos pecados serão aniquilados, então
os adventistas estão muito mal espiritualmente pois Satanás não será
aniquilado (Mt 25.41; Ap 20.10).
A natureza pecaminosa de Jesus
Diz ela: "Por quatro mil anos estivera a raça a
decrescer em fôrças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si
as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem
das profundezas de sua degradação." (O Desejado de Tôdas as Nações, p. 82)
Outro livro adventista Estudos Bíblicos, p.
140/41, confirma esse ensino da natureza pecaminosa de Jesus, dizendo: "Em
sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída." "...
De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo o filho de
Adão - uma natureza pecaminosa."
Incrível! Os adventistas admitem um salvador com
uma natureza pecaminosa. Um salvador com uma natureza humana degenerada!
Pode Jesus realmente salvar-nos com uma natureza humana pecaminosa? Jesus
foi concebido sem pecado como lemos em Mt 1.18-23. José tencionava abandonar
Maria secretamente quando a viu grávida, mas foi informado em sonhos para
não fazê-lo pois o que nela estava gerado era do Espírito Santo. O mesmo se
lê em Lc 1.30-35 quando o anjo Gabriel informou que ela conceberia
virginalmente. O Jesus da Bíblia era santo, inocente, imaculado (Hb 7.26).
Não se pode negar a real natureza humana de Jesus: sentia fome, sede,
cansaço, sono, derramou sangue e suor. Era um homem completo no sentido
físico e negar a natureza humana de Jesus é estar mancomunado com o
anticristo (1 Jo 4.1-3; 2 Jo 7), mas sem que precisemos ir ao extremo e
ensinar que ele tinha natureza humana caída, pecaminosa como a nossa.
A guarda do sábado para a Salvação
Diz ela: "Santificar o Sábado ao Senhor importa
em salvação eterna." (Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23) A linguagem da
Sra. White é bem diferente dos escritores bíblicos. Paulo escreveu treze
cartas, sendo o maior escritor do Novo Testamento e nunca se referiu à
guarda do sábado como meio de salvação. Pelo contrário, quando falou sobre a
guarda do dia, afirmava que temia pela salvação daqueles que guardavam o dia
como meio de salvação. Diz ele: "Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes
sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e
pobres, aos quais de novo quereis servir?
Guardais dias e meses, e tempos, e anos. Receio
de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco."(Gl 4.9-11) Continua
Paulo escrevendo: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber,
ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova,ou dos sábados, que são
sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."(Cl 2.16,17) Pela
expressão "dias de festa" se indicam os sábados cerimoniais ou anuais (Lv
23.37); pela expressão "luas novas" os dias sagrados mensais; e pela palavra
"sábados" os sábados semanais (Lv 23.38). Os próprios adventistas reconhecem
que a palavra sábado (singular), sábados (plural) ou dia de sábado ocorrem
60 vezes no Novo Testamento. Em 59 referências bíblicas eles reconhecem
tratar-se do sábado do sétimo dia.
Somente em Cl 2.16 eles querem dar à palavra
sábados o sentido de sábados cerimoniais ou anuais. E por que? Porque teriam
que reconhecer que os sábados semanais foram abolidos na cruz (Cl 2.14). Na
linguagem de Paulo o sábado semanal não passa de sombra.
Para a Sra. White a guarda do Sábado implica em
salvação. É o caso de afirmarmos: Seja Deus verdadeiro e a senhora White ...
mentirosa? (Rm 3.4)
A guarda do sábado como sinal da proteção de Deus
Diz ela: "Outra vez deve o anjo o anjo destruidor passar pela Terra. Deve
haver um sinal sobre o povo de Deus, e êsse sinal é a observância de Seu
santo Sábado."(Testemunhos Seletos, vol. II, p. 183).
Ler de uma pessoa, cujos escritos são tidos como
tão inspirados quanto ao dos escritores bíblicos, que a guarda do sábado é
sinal de Deus para proteção do seu povo nos dias atuais é algo extremamente
grave ou herético. É só abrir o Novo Testamento e procurar algum escritor
que tivesse dito tal coisa. Consultemos a Bíblia sobre o verdadeiro sinal do
povo de Deus? "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos
corações."(2 Co 1.22). "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a
palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também
crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa."(Ef 1.13). "E não
entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da
redenção."(Ef 4.30) Na verdade, o que a Sra. White deveria escrever é que a
guarda do sábado, juntamente com a prática da circuncisão, constituíam os
sinais entre o povo de Israel e Deus (Gn 17.10-14; Ex 31.16, 17). Afirmar ao
contrário, que o sinal do povo de Deus nos dias atuais é a guarda do sábado,
além de demonstração de ignorância é, francamente, uma heresia (Gl 4.9-11).
E não é de se estranhar isso nos escritos de EGW. Paulo afirma "fostes
selados com o Espírito Santo". A Sra. White diz: "fostes selados com a
guarda do sábado". Com quem devemos ficar?
A Ineficácia do sangue de Cristo
Diz ela: "A obra do juízo investigativo e
extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor.
Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é
impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o
juízo em que seu caso deve ser investigado."(O Conflito dos Séculos, p.
488).
Descobrindo pormenores desse mal intitulado "Juizo
Investigativo", expressão essa não encontrada na Bíblia, EGW declara que "os
únicos casos a serem considerados são os do povo professo de Deus." ... "O
julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em
ocasião posterior."(O Conflito dos Séculos, p. 484). Consequentemente, todos
os que aceitam esse ensino do juizo investigativo, não tem seus pecados
cancelados antes de concluído esse juízo. Como esse juízo só terminará um
pouco antes da segunda vinda de Jesus, hoje ensinam os adventistas que eles
têm pecados perdoados e não cancelados. E isso porque esses mesmos pecados
estão no registro celestial e Jesus efetua o juízo sobre eles. Se não têm
pecados cancelados e apenas pecados perdoados, o que deve ocorrer com os
mortos adventistas? Estão com sua situação espiritual indefinida. Devem pois
dormir inconscientes. É o chamado "sono da alma". Triste e melancólico o
estado atual dos mortos que crêem no ensino de EGW. A Bíblia oferece algo
melhor ao falar que os que morreram em Cristo são chamados de bem
aventurados (Ap 14.13) Estão conscientes de sua felicidade no céu (2 Co
5.6-8; Fp 1.21-23).
E sobre a obra de Jesus e de sua eficácia? Diz a
Bíblia que o sangue de Jesus, derramado para cancelar nossos pecados, é
eficacíssimo. Pedro pregou: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para
serem cancelados os vossos pecados.."(At 3.19) (Ara). "Em quem temos a
redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua
graça." (Ef 1.7) "... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de
todo o pecado." (1 Jo 1.7,9; 2.12) "Aquele que nos ama e em seu sangue nos
lavou dos nossos pecados."(Ap 1.5)
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