As causas do Dilúvio (Parte II)
Por: Robson Tavares Fernandes


A Arca de Noé
       “Faze uma arca de tábuas de cipestre; nela farás compartimentos, e a calafetarás com betume por dentro e por fora. Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda a carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus: tudo o que há na terra perecerá. Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos. De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo. Leva contigo de tudo o que se come, ajunta-o contigo; ser-te-á para alimento, a ti e a eles.”
(Gênesis 6: 14,17,18,19,21 – A Bíblia Anotada – versão revista e atualizada)
       Um dos muitos argumentos que alguns cientistas utilizam para não aceitar o relato bíblico do dilúvio é o argumento de que Noé não possuiria a tecnologia necessária para construir um barco nas proporções da Arca, por isso mesmo afirmam que a mesma nunca existiu.
       Entretanto tem se desprezado o conhecimento e tecnologias avançadas existentes nas civilizações antigas.
       Escavações arqueológicas em Mehrgarh, na província do Baluchistão, no Paquistão, trouxeram à luz indícios que os homens pré-históricos devem ter usado brocas de pedra para obturar os dentes cerca de 9 000 anos atrás (Andrea Cucina, da Universidade de Missouri, EUA).
       Muitos historiadores disseram que os antigos macedônios eram grosseiros e bárbaros, mas, recentes escavações arqueológicas revelaram que entre os séculos 4 e 3 a.C.,aquele povo teve um estilo de vida altamente luxuoso e refinado.
       Jóias de ouro, esculturas em mármore e estatuetas de bronze estão entre os milhares de tesouros escavados por arqueólogos gregos em Pella, local de nascimento de Alexandre, o Grande. Os pesquisadores, liderados por Maria Lilibaki-Akamati, também encontraram o belo palácio em que Alexandre nasceu, o mercado, e várias sepulturas de membros da aristocracia e do povo.
       Pella, que foi capital da Macedônia, era muito grande. Somente o palácio, construído pelo Rei Aquelau no começo do século 4 a.C., ocupava uma área de 60.000 metros quadrados. Era composto por cinco edifícios e um jardim central.
       Em março de 2001, vários objetos escavados foram exibidos durante o Excavating Classical Culture, um evento de três dias realizado na Universidade de Oxford, Inglaterra.
       Dresden, Alemanha - Um observatório astronômico construído 5 mil anos antes de Cristo foi descoberto ao norte de Leipzig, disse Louis Nebelsick, do serviço regional de arqueologia. São dois conjuntos de círculos concêntricos, um composto de quatro círculos (o maior dos quais tem diâmetro de 120 metros) e outro com dois círculos menores. Os quatro círculos têm aberturas orientadas para nordeste e sudeste, pelas quais os raios solares passavam em ocasiões de culto. Fonte: O Estado de São Paulo - 30/08/00.
       A BBC de Londres noticiou (9 de agosto de 2000) que foi descoberto um mapa estelar nas paredes das famosas cavernas de Lascaux, na França. Segundo o Dr. Michael Rappenglueck, da Universidade de Munique, Alemanha, o mapa, provavelmente feito 16.500 anos atrás, deixa claro que os nossos ancestrais das cavernas "eram mais sofisticados do que muitos imaginavam". Entre as pinturas foi identificada, por exemplo, a belíssima constelação das Plêiades. Fonte: ABP News - Academia Brasileira de Paraciências.
       Diante de todos esses fatos concluímos que deveria haver tecnologia (condições) para que Noé construísse a Arca.
       Como já foi abordado, um dos pivôs no estudo sobre o dilúvio é o Monte Ararat, monte esse que é citado na Bíblia como sendo o local de repouso da Arca, e localiza-se numa área que é tida como território sagrado, onde é protegido pelo governo turco.
Muitas pessoas ao longo da história da humanidade afirmam terem visto fragmentos da mesma e até mesmo a própria Arca.

       Peregrinos armênios levaram pedaços da Arca para o seu país.
Em 275 a.C. Verrose, um historiador babilônio relatou que a Arca estava no Monte Ararat em sua época.
Em aproximadamente 100 d.C Flávio Josefo, historiador judeu fez a mesma afirmação que Verrose.
       Na Idade Média temos mais de 12 menções de avistamentos da Arca.
       Em 1876, Sir James Brice, da Universidade de Oxford (Grã Bretanha) encontrou uma madeira muito antiga em sua exploração ao Monte Ararat.
       Em 1883 os Jornais Chicago Tribune e o New York World noticiaram a verdadeira descoberta da Arca por funcionários do governo turco que pesquisavam os efeitos dos terremotos no Monte Ararat.
       Em 1887 o príncipe Nouree, arquidiácono da Igreja Nestoriana afirmou ter escalado o Monte Ararat e ter descoberto as ruínas da Arca.
       Entre 1902 e 1904 o senhor George Hackopian (armênio) explorou o interior da Arca e orientou um artista para que fizesse um quadro mostrando o modelo da mesma.
       Entre 1915 e 1916 o Czar Nicolau mandou cientistas ao Monte Ararat após saber da existência da mesma naquele local. Os cientistas enviados relataram ter encontrado a Arca e tiraram fotos das mesmas, onde as referidas fotos vieram a desaparecer na revolução bolchevique na Rússia no ano de 1917.
       No ano de 1955 o francês Fernad Navarra subiu o monte juntamente com seu filho Rafael e avistou uma formação estranha, próxima a uma fenda, ao aproximar-se percebeu que se tratava de uma madeira encravada no gelo, que media algo em torno de 1,5 metros e era uma madeira entalhada a mão da cor castanho escuro. Ao levar fragmentos dessa madeira para a Universidade de Madrid, outro para a Universidade de Paris e outro para a Universidade de Columbia foi constatado por esses laboratórios que a madeira datava de aproximadamente 5000 anos atrás, data que a cronologia bíblica atribui ao dilúvio. É importante observarmos que não existe floresta na região do Monte Ararat e que a mais próxima está a aproximadamente 160Km de distância.
       Outro pesquisador chamado Eryl Cummings explorou o monte e viu com seus próprios olhos, afirma ele, a Arca de Noé.
       Durante a 1ª Guerra mundial cerca de 500 soldados russos que viajavam em um trem de transporte com vagões abertos avistaram a arca quando iam da Rússia para a Turquia e uma segunda vez quando voltavam da Turquia para a Rússia. Um desses soldados chamava-se Jacob que testemunhou a respeito de sua experiência, confirmada por cerca de 500 homens.
       Nos últimos 125 anos a Arca de Noé já foi avistada cerca de 21 vezes. Em um desses avistamentos (1953), o geólogo George Green (americano) fotografou a Arca enquanto sobrevoava o Monte Ararat num helicóptero. Porém o mesmo foi assassinado na América do Sul e suas fotos desapareceram, mas não antes de serem vistas por quase 200 testemunhas. Uma delas era o senhor Fred Draque, que na época não cria na Bíblia, mas converteu-se ao cristianismo devido ao impacto causado pela força das fotos.
       Algumas fotos aéreas e até fotos comuns foram tiradas do monte mostrando alguma anomalia no relevo. Muitos afirmaram ser a Arca, porém tratava-se de uma formação rochosa, contudo partes da Arca foram encontradas próximas a Garganta Ahora, onde sabemos também que, hoje, a Arca está partida ao meio por causa dos freqüentes terremotos que assolam a região.
       É também importante notar que a Arca só pode ser avistada nos anos em que o verão é forte, pois derrete parte da calota que cobre o Monte Ararat e a camada de 30 metros de neve em cima da Arca (cobrindo-a).
       Muitos pensam que a Arca era um barco com uma casa no seu interior, mas, na verdade a Arca se assemelha a um enorme celeiro.
Embora não saibamos as dimensões exatas do côvado naquela época, ele veio a medir 46 centímetros mais tarde, dando a Arca as seguintes dimensões: 137 m de comprimento, 23 m de largura e 14 m de altura, com um deslocamento de 20.000 toneladas e uma tonelagem bruta de 14.000 toneladas. Sua capacidade de carga equivalia à de 522 vagões de trem (de carga normal – onde cada um pode transportar 240 ovelhas). Somente 188 vagões seriam necessários para abrigar 45000 animais do tamanho de uma ovelha, deixando assim três trens, com 104 vagões cada, para alimentação, para a família de Noé e para a forragem para os animais.
       Fazendo-se estudos a ciência concluiu que todos os animais existentes hoje teriam o tamanho médio de uma ovelha, e estima-se hoje em 17.600 o número de espécies animais existentes, o que torna 45000 uma aproximação provável do número de animais que Noé abrigou na Arca, isso deduzindo inclusive os animais que se tem conhecimento que estão extintos.
       Concluímos, portanto, que a Arca foi grande o suficiente para abrigar todos os animais existentes na época, sabendo, entretanto que os aquáticos evidentemente não adentraram a Arca.
       O fato é que já está provado, para quem ainda não acreditava, que o Dilúvio ocorreu, que a Arca existe e que sendo assim não há porque negar a existência de Noé e o relato bíblico do assunto.
Observando a veracidade dos relatos bíblicos concluímos que se Deus antes julgou o mundo por seus pecados e salvou os justos, porque não haveria de julgar outra vez e de forma definitiva, se também está escrito que Ele o fará?
       Notamos que a Bíblia não mentiu quanto ao que aconteceu e nem mente quanto ao que acontecerá, portanto sabemos que não somos justos, mas, o sangue de Cristo justifica o pecador (Rm 3: 22 – 26), porque Ele não veio ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo 3: 16 – 18).
       Noé era um homem temente a Deus e com certeza deve ter avisado às pessoas que iria chover, que o julgamento de Deus se aproximava, mas ninguém creu.
       Chover, o que é isso? Deviam ter indagado.
       Tanto tempo que você diz isso Noé e nunca aconteceu. Devem ter exclamado
       Teu trabalho é perca de tempo. Devem ter dito.
       Porém, apesar de passar cerca de 100 anos construindo o grande barco, apesar das críticas, apesar de não ter ocorrido nenhuma conversão, Noé tinha convicção da vontade de Deus para sua vida e importava a ele agradar a Deus, obedecer a Deus. Não foi fácil, mas Noé fez.
       Fico imaginando quando começou a chuva e Deus fechou a porta da Arca (a porta que Deus fecha ninguém abre, e a porta de Deus abre ninguém fecha). Muitas pessoas devem ter batido pedindo para entrar. Noé deve ter se inquietado, mas era tarde. Bateram na porta tarde de mais. Deus deve ter dito: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.
       As pessoas ao verem as águas do dilúvio subindo e a Arca em segurança devem ter sentido um profundo remorso, sabendo que tiveram a chance de estar a salvos e que desperdiçaram tal chance, porque era tarde. Deus fechou a porta e seguiu-se o juízo.
       Que desespero horrível devem ter sentido aquelas pessoas vendo que a água subia rapidamente, com fúria, para tragar e matar a todos.
       A terra tremia, as ondas invadiam casas, o planeta se rasgara ao meio, os vulcões entravam em erupção, os animais corriam desesperados procurando terra seca, mas não havia. As pessoas do lado de fora da Arca, vendo-a em segurança, protegida, mas Noé, sua família e os animais dentro da Arca não viam mais quem estava de fora, sofrendo, gritando, gemendo, se afogando, morrendo, abandonados e entregues ao mar que os mataria e apagaria a sua memória da história, porém Noé e sua família sobreviveram, e suas memórias e vidas estão registradas no Livro.
Mas para você a porta ainda está aberta e Cristo está a bater em sua porta, abra-a e não cometa o mesmo erro dos antepassados, abra-a e sinta a segurança que Jesus Cristo pode lhe proporcionar.

       “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto assim como nos dias anteriores, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” - Mt 24:37 - 39.

 



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