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A Arca de Noé
“Faze uma arca de tábuas de cipestre; nela
farás compartimentos, e a calafetarás com betume por
dentro e por fora. Porque estou para derramar águas em
dilúvio sobre a terra para consumir toda a carne em que
há fôlego de vida debaixo dos céus: tudo o que há na
terra perecerá. Contigo, porém, estabelecerei a minha
aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua
mulher, e as mulheres de teus filhos. De tudo o que
vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e
fêmea, farás entrar na arca, para os conservares vivos
contigo. Leva contigo de tudo o que se come, ajunta-o
contigo; ser-te-á para alimento, a ti e a eles.”
(Gênesis 6: 14,17,18,19,21 – A Bíblia Anotada – versão
revista e atualizada)
Um dos muitos argumentos que alguns
cientistas utilizam para não aceitar o relato bíblico do
dilúvio é o argumento de que Noé não possuiria a
tecnologia necessária para construir um barco nas
proporções da Arca, por isso mesmo afirmam que a mesma
nunca existiu.
Entretanto tem se desprezado o conhecimento
e tecnologias avançadas existentes nas civilizações
antigas.
Escavações arqueológicas em Mehrgarh, na
província do Baluchistão, no Paquistão, trouxeram à luz
indícios que os homens pré-históricos devem ter usado
brocas de pedra para obturar os dentes cerca de 9 000
anos atrás (Andrea Cucina, da Universidade de Missouri,
EUA).
Muitos historiadores disseram que os
antigos macedônios eram grosseiros e bárbaros, mas,
recentes escavações arqueológicas revelaram que entre os
séculos 4 e 3 a.C.,aquele povo teve um estilo de vida
altamente luxuoso e refinado.
Jóias de ouro, esculturas em mármore e
estatuetas de bronze estão entre os milhares de tesouros
escavados por arqueólogos gregos em Pella, local de
nascimento de Alexandre, o Grande. Os pesquisadores,
liderados por Maria Lilibaki-Akamati, também encontraram
o belo palácio em que Alexandre nasceu, o mercado, e
várias sepulturas de membros da aristocracia e do povo.
Pella, que foi capital da Macedônia, era
muito grande. Somente o palácio, construído pelo Rei
Aquelau no começo do século 4 a.C., ocupava uma área de
60.000 metros quadrados. Era composto por cinco
edifícios e um jardim central.
Em março de 2001, vários objetos escavados
foram exibidos durante o Excavating Classical Culture,
um evento de três dias realizado na Universidade de
Oxford, Inglaterra.
Dresden, Alemanha - Um observatório
astronômico construído 5 mil anos antes de Cristo foi
descoberto ao norte de Leipzig, disse Louis Nebelsick,
do serviço regional de arqueologia. São dois conjuntos
de círculos concêntricos, um composto de quatro círculos
(o maior dos quais tem diâmetro de 120 metros) e outro
com dois círculos menores. Os quatro círculos têm
aberturas orientadas para nordeste e sudeste, pelas
quais os raios solares passavam em ocasiões de culto.
Fonte: O Estado de São Paulo - 30/08/00.
A BBC de Londres noticiou (9 de agosto de
2000) que foi descoberto um mapa estelar nas paredes das
famosas cavernas de Lascaux, na França. Segundo o Dr.
Michael Rappenglueck, da Universidade de Munique,
Alemanha, o mapa, provavelmente feito 16.500 anos atrás,
deixa claro que os nossos ancestrais das cavernas "eram
mais sofisticados do que muitos imaginavam". Entre as
pinturas foi identificada, por exemplo, a belíssima
constelação das Plêiades. Fonte: ABP News - Academia
Brasileira de Paraciências.
Diante de todos esses fatos concluímos que
deveria haver tecnologia (condições) para que Noé
construísse a Arca.
Como já foi abordado, um dos pivôs no
estudo sobre o dilúvio é o Monte Ararat, monte esse que
é citado na Bíblia como sendo o local de repouso da
Arca, e localiza-se numa área que é tida como território
sagrado, onde é protegido pelo governo turco.
Muitas pessoas ao longo da história da humanidade
afirmam terem visto fragmentos da mesma e até mesmo a
própria Arca.
Peregrinos armênios levaram pedaços da Arca
para o seu país.
Em 275 a.C. Verrose, um historiador babilônio relatou
que a Arca estava no Monte Ararat em sua época.
Em aproximadamente 100 d.C Flávio Josefo, historiador
judeu fez a mesma afirmação que Verrose.
Na Idade Média temos mais de 12 menções de
avistamentos da Arca.
Em 1876, Sir James Brice, da Universidade
de Oxford (Grã Bretanha) encontrou uma madeira muito
antiga em sua exploração ao Monte Ararat.
Em 1883 os Jornais Chicago Tribune e o New
York World noticiaram a verdadeira descoberta da Arca
por funcionários do governo turco que pesquisavam os
efeitos dos terremotos no Monte Ararat.
Em 1887 o príncipe Nouree, arquidiácono da
Igreja Nestoriana afirmou ter escalado o Monte Ararat e
ter descoberto as ruínas da Arca.
Entre 1902 e 1904 o senhor George Hackopian
(armênio) explorou o interior da Arca e orientou um
artista para que fizesse um quadro mostrando o modelo da
mesma.
Entre 1915 e 1916 o Czar Nicolau mandou
cientistas ao Monte Ararat após saber da existência da
mesma naquele local. Os cientistas enviados relataram
ter encontrado a Arca e tiraram fotos das mesmas, onde
as referidas fotos vieram a desaparecer na revolução
bolchevique na Rússia no ano de 1917.
No ano de 1955 o francês Fernad Navarra
subiu o monte juntamente com seu filho Rafael e avistou
uma formação estranha, próxima a uma fenda, ao
aproximar-se percebeu que se tratava de uma madeira
encravada no gelo, que media algo em torno de 1,5 metros
e era uma madeira entalhada a mão da cor castanho
escuro. Ao levar fragmentos dessa madeira para a
Universidade de Madrid, outro para a Universidade de
Paris e outro para a Universidade de Columbia foi
constatado por esses laboratórios que a madeira datava
de aproximadamente 5000 anos atrás, data que a
cronologia bíblica atribui ao dilúvio. É importante
observarmos que não existe floresta na região do Monte
Ararat e que a mais próxima está a aproximadamente 160Km
de distância.
Outro pesquisador chamado Eryl Cummings
explorou o monte e viu com seus próprios olhos, afirma
ele, a Arca de Noé.
Durante a 1ª Guerra mundial cerca de 500
soldados russos que viajavam em um trem de transporte
com vagões abertos avistaram a arca quando iam da Rússia
para a Turquia e uma segunda vez quando voltavam da
Turquia para a Rússia. Um desses soldados chamava-se
Jacob que testemunhou a respeito de sua experiência,
confirmada por cerca de 500 homens.
Nos últimos 125 anos a Arca de Noé já foi
avistada cerca de 21 vezes. Em um desses avistamentos
(1953), o geólogo George Green (americano) fotografou a
Arca enquanto sobrevoava o Monte Ararat num helicóptero.
Porém o mesmo foi assassinado na América do Sul e suas
fotos desapareceram, mas não antes de serem vistas por
quase 200 testemunhas. Uma delas era o senhor Fred
Draque, que na época não cria na Bíblia, mas
converteu-se ao cristianismo devido ao impacto causado
pela força das fotos.
Algumas fotos aéreas e até fotos comuns
foram tiradas do monte mostrando alguma anomalia no
relevo. Muitos afirmaram ser a Arca, porém tratava-se de
uma formação rochosa, contudo partes da Arca foram
encontradas próximas a Garganta Ahora, onde sabemos
também que, hoje, a Arca está partida ao meio por causa
dos freqüentes terremotos que assolam a região.
É também importante notar que a Arca só
pode ser avistada nos anos em que o verão é forte, pois
derrete parte da calota que cobre o Monte Ararat e a
camada de 30 metros de neve em cima da Arca
(cobrindo-a).
Muitos pensam que a Arca era um barco com
uma casa no seu interior, mas, na verdade a Arca se
assemelha a um enorme celeiro.
Embora não saibamos as dimensões exatas do côvado
naquela época, ele veio a medir 46 centímetros mais
tarde, dando a Arca as seguintes dimensões: 137 m de
comprimento, 23 m de largura e 14 m de altura, com um
deslocamento de 20.000 toneladas e uma tonelagem bruta
de 14.000 toneladas. Sua capacidade de carga equivalia à
de 522 vagões de trem (de carga normal – onde cada um
pode transportar 240 ovelhas). Somente 188 vagões seriam
necessários para abrigar 45000 animais do tamanho de uma
ovelha, deixando assim três trens, com 104 vagões cada,
para alimentação, para a família de Noé e para a
forragem para os animais.
Fazendo-se estudos a ciência concluiu que
todos os animais existentes hoje teriam o tamanho médio
de uma ovelha, e estima-se hoje em 17.600 o número de
espécies animais existentes, o que torna 45000 uma
aproximação provável do número de animais que Noé
abrigou na Arca, isso deduzindo inclusive os animais que
se tem conhecimento que estão extintos.
Concluímos, portanto, que a Arca foi grande
o suficiente para abrigar todos os animais existentes na
época, sabendo, entretanto que os aquáticos
evidentemente não adentraram a Arca.
O fato é que já está provado, para quem
ainda não acreditava, que o Dilúvio ocorreu, que a Arca
existe e que sendo assim não há porque negar a
existência de Noé e o relato bíblico do assunto.
Observando a veracidade dos relatos bíblicos concluímos
que se Deus antes julgou o mundo por seus pecados e
salvou os justos, porque não haveria de julgar outra vez
e de forma definitiva, se também está escrito que Ele o
fará?
Notamos que a Bíblia não mentiu quanto ao
que aconteceu e nem mente quanto ao que acontecerá,
portanto sabemos que não somos justos, mas, o sangue de
Cristo justifica o pecador (Rm 3: 22 – 26), porque Ele
não veio ao mundo para julgar o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por Ele (Jo 3: 16 – 18).
Noé era um homem temente a Deus e com
certeza deve ter avisado às pessoas que iria chover, que
o julgamento de Deus se aproximava, mas ninguém creu.
Chover, o que é isso? Deviam ter indagado.
Tanto tempo que você diz isso Noé e nunca
aconteceu. Devem ter exclamado
Teu trabalho é perca de tempo. Devem ter
dito.
Porém, apesar de passar cerca de 100 anos
construindo o grande barco, apesar das críticas, apesar
de não ter ocorrido nenhuma conversão, Noé tinha
convicção da vontade de Deus para sua vida e importava a
ele agradar a Deus, obedecer a Deus. Não foi fácil, mas
Noé fez.
Fico imaginando quando começou a chuva e
Deus fechou a porta da Arca (a porta que Deus fecha
ninguém abre, e a porta de Deus abre ninguém fecha).
Muitas pessoas devem ter batido pedindo para entrar. Noé
deve ter se inquietado, mas era tarde. Bateram na porta
tarde de mais. Deus deve ter dito: “Apartai-vos de mim,
malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e
seus anjos”.
As pessoas ao verem as águas do dilúvio
subindo e a Arca em segurança devem ter sentido um
profundo remorso, sabendo que tiveram a chance de estar
a salvos e que desperdiçaram tal chance, porque era
tarde. Deus fechou a porta e seguiu-se o juízo.
Que desespero horrível devem ter sentido
aquelas pessoas vendo que a água subia rapidamente, com
fúria, para tragar e matar a todos.
A terra tremia, as ondas invadiam casas, o
planeta se rasgara ao meio, os vulcões entravam em
erupção, os animais corriam desesperados procurando
terra seca, mas não havia. As pessoas do lado de fora da
Arca, vendo-a em segurança, protegida, mas Noé, sua
família e os animais dentro da Arca não viam mais quem
estava de fora, sofrendo, gritando, gemendo, se
afogando, morrendo, abandonados e entregues ao mar que
os mataria e apagaria a sua memória da história, porém
Noé e sua família sobreviveram, e suas memórias e vidas
estão registradas no Livro.
Mas para você a porta ainda está aberta e Cristo está a
bater em sua porta, abra-a e não cometa o mesmo erro dos
antepassados, abra-a e sinta a segurança que Jesus
Cristo pode lhe proporcionar.
“Pois assim como foi nos dias de Noé,
também será a vinda do Filho do homem. Porquanto assim
como nos dias anteriores, casavam e davam-se em
casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o
perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a
todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” -
Mt 24:37 - 39.
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