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Jesus Cristo fundou,
estabeleceu e continua a edificar sua Igreja através dos séculos. Dentre os
vários dons e ofícios que ele tem distribuído ao seu povo estão aqueles que
se referem aos líderes da Igreja. Esses líderes são os oficiais da igreja,
capacitados e chamados por Deus, bem como reconhecidos pela congregação,
para sua função.
Ofícios Eclesiásticos
Os oficiais da Igreja têm a responsabilidade de guiar o
povo de Deus através da liderança pelo exemplo, bem como através do
ensinamento da Palavra e dos preceitos de Deus, que alimentam os cristãos
espiritualmente. A eles também é conferida a responsabilidade de
supervisionar a administração da Igreja. Sua obra é para a edificação da
Igreja.
As qualificações requeridas daqueles que são chamados
para os ofícios de liderança na Igreja, bem como suas responsabilidades, são
encontradas em diversas porções das Escrituras (1 Timóteo 3 é um dos
melhores exemplos).
É importante ressaltar que aqueles apontados aos
ofícios da Igreja têm dons espirituais que também se encontram, em
diferentes graus, nos membros da congregação. Há diversidade de ministérios,
mas o Senhor é o mesmo; há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que
opera tudo em todos.O Espírito Santo confere seus dons e opera todas estas
coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (1 Co. 12:4-11). Os
oficiais da Igreja, entretanto, têm de ter reconhecimento público, ou seja,
do povo de Deus, com relação aos seus dons, capacidade, e chamada para as
funções de liderança.
O Novo Testamento menciona três ofícios de liderança na
Igreja: apóstolos, presbíteros (ou bispos, ou pastores; os três termos são
usados nas Escrituras significando o mesmo oficio, cf. Tt. 1:5-7; At. 20:
17; 28) e diáconos. É evidente que as igrejas cristãs têm através dos
séculos instituído padrões diferentes de governo eclesiástico, divergindo
quanto ao entendimento mais apropriado do modelo bíblico. Historicamente,
entretanto, houve um consenso de que o oficio apostólico não mais existe na
Igreja.
Alguns cristãos na história recente da Igreja, porém,
têm argumentado que não há nenhum versículo bíblico que diga explicitamente
que não pode haver apóstolos nos dias de hoje. Algumas igrejas vão até ao
ponto de denominar alguns de seus lideres como apóstolos. Muitos cristãos se
submetem a tais apóstolos com a idéia de que estão se submetendo a
autoridades no mesmo nível dos apóstolo Paulo e Pedro, por exemplo.
Isso obviamente levanta a questão: há apóstolos hoje? É
bíblico que igrejas denominem seus líderes apóstolos? É verdade que se
alguém negar que possa haver apóstolos hoje, essa pessoa estará negando a
validade dos dons do Espírito para hoje, bem como o modelo bíblico de vida e
organização eclesiástica?
O primeiro passo para que tais questões sejam
respondidas é examinar o conceito bíblico da apostolado, sua função,
responsabilidade, e qualificações necessárias.
O Significado da Palavra “Apóstolo”
Existem dois sentidos básicos para o termo “apóstolo”.
De um modo mais geral, o termo se refere a qualquer pessoa que seja um
enviado ou emissário de Deus através da Igreja para uma obra especial, seja
de liderança ou não (e.g., Fl. 2:25). Esse significado provém da correlação
entre o substantivo “apóstolo” e o verbo em grego que significa “enviar”.
Nesse sentido mais geral, não há dificuldade em se aceitar que qualquer
pessoa pode ser um apóstolo de Deus. Qualquer pessoa pode ser enviada, por
exemplo, por uma igreja para o trabalho missionário, e, nesse sentido amplo,
ela é um apóstolo de Deus.
No Novo Testamento, porém, o sentido mais comum da
palavra é o sentido técnico e restrito, se referindo a um grupo seleto dos
apóstolos de Cristo. A palavra traduzida “apóstolo” (e suas derivações) é
encontrada 80 vezes no texto grego do Novo Testamento. Dessas, ela tem esse
sentido restrito nada menos do que 73 vezes. O sentido mais amplo de
“enviado” ocorre somente 5 vezes (Jo. 13:16; 2 Co. 8:23; Fl. 2:25; At. 14:4
e 14 são duas referências ambíguas); ela se refere uma vez a Jesus Cristo (Hb.
3:1); e, finalmente, há 3 ocorrências que apresentam dificuldades
exegéticas, podendo ter tanto o sentido mais amplo como o mais técnico: Rm.
16:7; At. 14:4; 14.
Sendo que não há controvérsia quanto ao sentido mais
amplo da palavra (podendo em tese ser aplicada a qualquer pessoa que seja
enviada para uma missão, seja um oficial da Igreja ou não), nosso foco aqui
é no sentido mais técnico da palavra, ou seja, no ofício do apostolado, que
alguns alegam ter nos dias de hoje.
Os Apóstolos e as Escrituras
Essencial para o entendimento do papel dos apóstolos é
o fato de que o Novo Testamento foi escrito, pela da inspiração de Deus, por
eles e por seus companheiros mais próximos. A eles foi dada, pelo Espírito
Santo, a habilidade de se lembrarem precisamente das palavras e ensinamentos
de Jesus, para que as ensinassem de maneira verbal e escrita.
Jesus disse aos seus discípulos (mais tarde chamados
apóstolos):
“Isto vos tenho dito, estando ainda convosco; mas o
Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos
ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”.
(João 14:25-26)
Por causa disso, os apóstolos consideraram seus escritos explicitamente como
sendo do mesmo nível de inspiração e autoridade do Antigo Testamento. Eles
tinham consciência de que seus escritos também eram as Escrituras inspiradas
de Deus. Eis alguns exemplos:
para que vos recordeis das palavras que, anteriormente,
foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e
Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, (2 Pedro 3:2)
Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça
ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. (1 Coríntios 14:37)
Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que,
tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes
não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a
qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes. (1
Tessalonicenses 2:13)
ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma
fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de
entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as
demais Escrituras, para a própria destruição deles. (2 Pedro 3:16)
Note que a palavra traduzida “Escrituras” em 2 Pe. 3:16
ocorre 51 vezes no texto grego do Novo Testamento, e ela se refere ao Antigo
Testamento (ou seja, não a quaisquer escritos, mas à Palavra de Deus) em
todas as ocorrências. Deste modo, Pedro explicitamente coloca as epístolas
de Paulo no mesmo nível de autoridade e inspiração do Antigo Testamento.
Os apóstolos, em virtude de seu ofício apostólico,
tinham a autoridade para receber a revelação direta das Palavra de Deus e
escrevê-las para o uso da Igreja. Isso, na verdade, foi historicamente o
primeiro critério para que um documento fosse considerado, na Igreja
primitiva, como sendo parte do Novo Testamento.
Que dizer então dos evangelhos de Marcos e Lucas, do
livro de Atos, da epístola aos Hebreus e a epístola de Judas? Marcos, Lucas,
e Judas (não o Iscariotes) não eram apóstolos, e não se sabe com certeza
quem foi o autor da epístola aos Hebreus. Tais livros foram aceitos pela
Igreja primitiva porque, além de outros fatores, seus autores eram
companheiros próximos dos apóstolos, e escreveram sob sua supervisão. A
evidência bíblica e histórica é que Lucas escrevia sob a supervisão de
Paulo, e Marcos sob a supervisão de Pedro. Judas era irmão de Jesus. A
epístola aos Hebreus era por muitos considerada como sendo de autoria de
Paulo, e outros a consideraram como autêntica por refletir claramente os
ensinamentos dos apóstolos.
O fato do Novo Testamento ter sido produzido, de uma
maneira ou de outra, pelos apóstolos, é de vital importância para o
entendimento do apostolado. Os apóstolos foram comissionados diretamente por
Jesus para trazerem suas Palavras inspiradas à Igreja. Ninguém tinha o
direito de alegar ter autoridade divina para seus escritos se esta pessoa
não fosse um apóstolo ou um de seus companheiros. Ninguém, na história
subseqüente da Igreja, jamais teve o direito de incluir seus escritos nas
Escrituras sagradas, pois o cânon da Bíblia foi completado após a morte de
João, o último apóstolo. Isso por si só indica claramente que, se houvesse
apóstolos em qualquer época após o período no Novo Testamento, seus escritos
poderiam ser incluídos nas Escrituras, e todos os cristãos estariam
obrigados a aceitá-los como sendo a Palavra de Deus. Sendo isso impossível,
é impossível que haja apóstolos após o primeiro século, muito menos nos dias
de hoje.
As Qualificações dos Apóstolos
Havia duas qualificações para o apostolado:
1. O apóstolo tinha de ser testemunha ocular de Jesus ressurreto.
até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por
intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às
alturas. A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com
muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e
falando das coisas concernentes ao reino de Deus. (Atos 1:2-3)
Isso foi um dos requerimentos para que o substituto de
Judas Iscariotes fosse escolhido:
É necessário, pois, que, dos homens que nos
acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no
batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um
destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. (Atos 1:21-22)
Da mesma maneira:
Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da
ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. (Atos
4:33)
Paulo, por sua vez, também foi testemunha ocular de
Jesus ressurreto:
Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os
discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para
as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do
Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.
Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz
do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe
dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu,
Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te
e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. (Atos 9:1-6)
Assim sendo, Paulo faz questão de ressaltar que sua
credencial apostólica também era baseada no fato de que ele era testemunha
ocular de Jesus ressurreto:
Não sou eu, porventura, livre? Não sou apóstolo? Não vi
Jesus, nosso Senhor? Acaso, não sois fruto do meu trabalho no Senhor? (1
Coríntios 9:1)
Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os
apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um
nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não
sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. (1
Coríntios 15:7-9)
Note que Paulo diz que ele foi o último dos apóstolos comissionados por
Jesus. Suas palavras foram aqui inspiradas por Deus, e portanto não há a
possibilidade que ele estivesse enganado, ou que apenas desconhecesse outros
apóstolos comissionados depois dele.
2. O apóstolo tinha de ter recebido sua comissão apostólica diretamente de
Jesus.
Os Doze apóstolos originais tinham comissão direta de
Jesus:
E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e
escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão,
a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe
e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;
Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor. (Lucas
6:13-16; cf. Mt. 10:1-7; Mc. 3:14)
Por esta razão, quando da apostasia de Judas e da
necessidade de que seu ofício fosse preenchido por outro, os apóstolos
buscaram a comissão direta de Deus:
É necessário, pois, que, dos homens que nos
acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no
batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um
destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. Então, propuseram
dois: José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias. E, orando,
disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual
destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério e
apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar. E os
lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então,
votado lugar com os onze apóstolos. (Atos 1:21-26)
Da mesma maneira, Paulo enfatizou que tinha recebido sua comissão apostólica
diretamente de Jesus:
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por
intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o
ressuscitou dentre os mortos, (Gálatas 1:1)
Faço -vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por
mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi
de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. (Gálatas 1:11-12)
Quem Eram os Apóstolos?
O número original dos apóstolos, como visto acima, era
de 12. Havia significado profético nesse fato, pois seu número correspondia
ao número de tribos de Israel. Os 12 apóstolos originais eram a liderança do
povo de Deus na Nova Aliança.
Além dos 12, somente duas pessoas são mencionadas
explicitamente como sendo apóstolos no Novo Testamento: Paulo (veja acima) e
Tiago, o irmão de Jesus e líder da igreja em Jerusalém (Gl. 1:19; 2:9).
Paulo menciona claramente que Jesus apareceu ressurreto a Tiago (1 Co.
15:7), e sua liderança em Jerusalém evidencia que os apóstolos tinham
reconhecido seu comissionamento direto por Jesus. Quanto a Barnabé (At.
14:4; 14), há duas possibilidades. É possível que as referências em At. 14
tenham o sentido mais técnico da palavra. Neste caso, considerando-se todos
os dados acima, e a maneira altamente seletiva na qual o Novo Testamento
intitula uma pessoa como apóstolo, se o texto indica que Barnabé era
apóstolo no sentido mais restrito pode-se deduzir que ele também possuía as
mesmas qualificações dos demais apóstolos. É mais provável, porém, que o
sentido da palavra em A. 14 é o mais amplo, já que Paulo e Barnabé tinham
sido enviados para uma missão pela igreja em Antioquia, à qual deveriam
prestar contas sobre quado completassem a determinada obra (cf. At. 14:27).
Não é impossível que houvesse outros indivíduos que
pudessem ter sido considerados apóstolos no primeiro século. Os dados acima
estabelecem, contudo, dois pontos principais: em primeiro lugar, mesmo se
houvesse outros apóstolos, eles eram com certeza um grupo seleto (pois
poucos tinham as duas qualificações necessárias para o oficio) do qual Paulo
foi o último membro comissionado (1 Co. 15:8). Isso por si só exclui a
possibilidade de haver qualquer apóstolo comissionado por Deus após Paulo.
Ninguém pode, após o primeiro século, alegar ter recebido um comissionamento
direto de Jesus, através de uma visão ou revelação, para o ofício do
apostolado. Deus não contradiz a sua própria Palavra.
Segundo, nenhuma pessoa que não tivesse recebido
diretamente de Jesus a autoridade para escrever a Palavra de Deus pela
inspiração do Espírito Santo, ou recebido tal comissionamento por um dos
apóstolos, não podia ser considerado apóstolo. Tal fato é corroborado não só
pela evidência bíblica, mas também pela história da Igreja no processo de
reconhecimento do cânon. Isto significa que, estando o número de livros da
Bíblia completo, a Palavra de Deus tendo sido por Ele mesmo produzida e
preservada por dois mil anos, não é possível que haja apóstolos após a
completude do cânon no primeiro século.
O Papel dos Apóstolos na Igreja
Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, nos diz que
os apóstolos tiveram um papel definido no plano de Deus para a edificação de
sua Igreja. Ele diz aos Efésios que os apóstolos e profetas foram o
fundamento da Igreja:
Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas
concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o
fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra
angular; (Efésios 2:19-20)
Da mesma maneira, o apóstolo João descreve o edifício
da Igreja de Deus glorificada tendo os apóstolos como fundamento:
Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças
cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei
a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, em espírito, até a uma
grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia
do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era
semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha
grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre
elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de
Israel. Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e
três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre
estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. (Apocalipse 21:9-14)
Conclusão
Podemos concluir que a evidência bíblica descarta a
possibilidade de que possa haver apóstolos após a primeira geração da Igreja
no primeiro século. Como conseqüência, certamente não há apóstolos nos dias
de hoje. Os apóstolos eram um grupo seleto de testemunhas oculares de Jesus
ressurreto, comissionados pelo próprio Jesus. Somente eles tinham a
autoridade para escrever e/ou supervisionar a redação das Escrituras.
O cânon da Palavra de Deus, estando completo, não pode
ser expandido por nenhum documento, e portanto, não há nenhum apóstolo
moderno que tenha tal autoridade. Ao mesmo tempo, nenhuma pessoa que não
tenha essa autoridade pode ser considerada um apóstolo. Deus não mais
confere revelações infalíveis a ninguém. As revelações infalíveis de Deus se
encontram exclusivamente no cânon completo das Escrituras.
É importante salientar que o ministério dos apóstolos continua na Igreja
hoje – não em pessoas que se denominam apóstolos, mas no Novo Testamento.
Cada vez que a Palavra de Deus no Novo Testamento é lida e proclamada, o
ministério apostólico cumpre o seu papel. Os apóstolos do primeiro século
vivem hoje na Igreja através da Palavra nos dada por Deus por intermédio
deles.
Segundo a Palavra de Deus, Paulo foi o último apóstolo.
Os únicos ofícios que permanecem na Igreja (ainda que haja diversos
ministérios) são os de pastor (ou presbítero, ou bispo – os três termos
significando o mesmo ofício no Novo Testamento) e de diácono. |