Paraíba, 27/12/2005
Leitura da Bíblia ajuda a modificar sentença de assassino
Notícias Diversas
Um homem condenado à pena de morte por assassinar uma garçonete recebeu uma nova sentença, de prisão perpétua, nove meses antes de ter sua primeira sentença ser executada. A sentença inicial foi modificada porque um jurado consultou a Bíblia durante as deliberações.
Em março, a Suprema Corte do Colorado sustentou a decisão de uma corte inferior ao determinar que um jurado foi além das evidências, consultando a Bíblia, no julgamento de Robert Harlan, pela morte de Rhonda Maloney, de 25 anos, em 1994.
Na audiência de segunda-feira, o juiz Scott Crabtree disse que uma sentença de prisão perpétua tinha sido deliberada pelo sistema jurídico. “Pode ser dito que se evitou a pena de morte por uma questão técnica”, ele disse a Harlan. “Eu não tenho ponderação quanto a isso”.
Kathleen Lord, advogada de defesa de Harlan, disse que a decisão de modificar a sentença de Harlan foi correta. “Uma lei olho por olho não é o que se estabelece no Colorado”, disse Lord, fazendo referência ao uso do Velho Testamento por parte do jurado. “Foi um erro sério”.
Harlan foi condenado pelo seqüestro, estupro e assassinato de Maloney. Ele também foi condenado por atirar e paralisar um motorista que tentou ajudar Maloney a escapar.
“É uma pena que o veredicto de pena de morte não será mantido”, disse Bob Grant, ex-promotor do estado, que processou Harlan. A irmã de Maloney, Kerri Gemeinhardt, também disse estar desapontada.
“Não estou feliz por ele não ter pego a sentença de morte”, disse Gemeinhardt depois da audiência. “Mas contanto que ele não saia nunca, estou satisfeita”.
Fonte: IG
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